Governo Lula amplia ofensiva contra "andar de cima do crime", diz Lindbergh
Deputado federal comenta ampliação das diligências da Justiça sobre o caso Master
247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) celebrou nesta quarta-feira (14) a execução de mais uma fase de investigações contra o "andar de cima" do crime, envolvido em supostas fraudes no caso do Banco Master.
Lindbergh comemorou que, logo ao iniciar sua gestão à frente do Ministério da Justiça, Wellington Lima e Silva, tenha demonstrado compromisso com o combate 'profundo' ao crime.
O parlamentar também defendeu que a bancada do PT se mobilize em torno da segurança pública e das pautas em discussões. "No plano estrutural, a agenda se articula com a PEC da Segurança e o PL Antifacção, dando sustentação jurídica a um modelo que integra forças, atinge o comando financeiro das organizações criminosas e transforma ações pontuais em política de Estado, com resultados duradouros e respeito à democracia", escreveu na rede X.
Por Lindbergh Farias, no X - Inicia-se uma nova etapa no Ministério da Justiça com o ministro Wellington Lima e Silva à frente da pasta, que priorizará a segurança pública, com operações robustas em andamento e a serem aprofundadas contra o andar de cima do crime, seus mecanismos de financiamento ilícito e as estruturas organizadas que corroem o Estado, como a Operação Carbono Oculto e a Compliance Zero, que envolve o Banco Master. O novo ministro, com sua experiência na área, assume com a missão de percorrer o país, reforçar a coordenação federativa e imprimir força e direção à política de segurança, combinando inteligência, eficiência investigativa e presença institucional. No plano estrutural, a agenda se articula com a PEC da Segurança e o PL Antifacção, dando sustentação jurídica a um modelo que integra forças, atinge o comando financeiro das organizações criminosas e transforma ações pontuais em política de Estado, com resultados duradouros e respeito à democracia.
A Polícia Federal cumpriu na manhã desta quarta-feira mandados de busca e apreensão em endereços ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao empresário Nelson Tanure em nova fase da operação sobre fraudes no Banco Master, segundo decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A operação também estabeleceu medidas de sequestro e bloqueio de bens e valores que superam R$ 5,7 bilhões, de acordo com um comunicado da PF.
Conforme a decisão divulgada pelo STF e fontes da PF com conhecimento do caso, consultadas pela agência Reuters, parentes de Vorcaro e o sócio-fundador da Reag, João Carlos Mansur, também estão entre os alvos da operação.
Por ordem de Toffoli, o cunhado de Vorcaro, Fabiano Zettel, foi preso temporariamente com o fim de resguardar o sigilo da operação deflagrada nesta quarta, segundo uma das fontes, mas deve ser solto em breve.
Na segunda fase da Operação Compliance Zero, as autoridades apuram prática de crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta de instituição financeira, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro.
Ao todo, 42 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo STF, estão sendo cumpridos em São Paulo, Bahia, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.
A operação tem como objetivo interromper a atuação da organização criminosa, além de recuperar ativos.
Preso em novembro pela PF, enquanto tentava embarcar para o exterior em seu jatinho particular, no Aeroporto de Guarulhos PF, Daniel Vorcaro teve a prisão relaxada e está em prisão domiciliar.
Defesa
Em nota, a defesa do dono do Master informou que ele tem colaborado com as autoridades: "Todas as medidas judiciais determinadas no âmbito da investigação serão atendidas com total transparência."
"O Sr. Vorcaro permanece à disposição para prestar esclarecimentos sempre que solicitado, reforçando seu interesse no esclarecimento completo dos fatos e no encerramento célere do inquérito", complementa a nota.
Entenda
Em novembro, o ex-presidente do BRB e Daniel Vorcaro foram alvos da Operação Compliance Zero, que investiga a concessão de créditos falsos. As fraudes podem chegar a R$ 17 bilhões em títulos forjados.
Em março de 2025, o BRB anunciou a intenção de comprar o Master por R$ 2 bilhões, mas o Banco Central (BC) rejeitou a negociação. Em novembro, foi decretada a falência da instituição de Vorcaro. (Com agências).


