Governo Lula chega ao menor déficit habitacional da história do Brasil
“Quando lançamos o Minha Casa, Minha Vida, o déficit era de 10,2%. Hoje, chegamos a 7,4%, o menor índice desde 1995”, diz Vladimir Lima
247 - O programa Minha Casa, Minha Vida, considerado uma das maiores políticas habitacionais do Brasil, alcançou um marco histórico ao reduzir o déficit habitacional nacional para os menores níveis já registrados. Em entrevista ao programa "Bom Dia, Ministro", nesta quarta-feira (29), o Ministro das Cidades, Vladimir Lima, comemorou os avanços alcançados pela iniciativa, que desde o seu lançamento em 2009 tem desempenhado papel fundamental na melhoria das condições habitacionais do país. O déficit habitacional, que estava em 10,2% na época, agora chega a 7,4%, um índice inédito desde o início das medições em 1995.
Vladimir Lima destacou também o impacto dessa redução em estados específicos. A Bahia, por exemplo, viu uma queda significativa no déficit habitacional, que passou de 8,9% no final de 2022 para 7,1% em 2023. No Ceará, o índice caiu de 7,4% para 6,6%, mostrando uma melhoria geral nas condições habitacionais dessas regiões. "Estamos no menor déficit habitacional do país. Quando lançamos o Minha Casa, Minha Vida, o déficit era de 10,2%. Hoje, chegamos a 7,4%, o menor índice desde 1995", afirmou o ministro.
O programa, além de sua importância social, também desempenha papel central na economia do país. Lima explicou que o déficit habitacional no Brasil tem três dimensões: moradias precárias, coabitação e ônus excessivo com aluguel. O Minha Casa, Minha Vida tem trabalhado para reduzir esses problemas, tirando famílias de situações de aluguel excessivo, coabitação e moradias precárias.
O governo também anunciou uma ampliação significativa dos recursos para o programa, com um incremento de R$ 20 bilhões no orçamento do Fundo Social, elevando o total para R$ 45 bilhões até 2026. O orçamento recorde do programa, somado a outros investimentos em infraestrutura, alcança R$ 200 bilhões, o maior valor já registrado.
Com um desempenho acima das expectativas, o programa superou as metas iniciais, que previam 2 milhões de unidades até 2026, com mais de 2,3 milhões de moradias contratadas já em 2025. O presidente Lula, diante do sucesso, estabeleceu uma nova meta de 3 milhões de unidades até o final do próximo ano. "Mais casas próprias, mais dignidade e qualidade de vida para milhões de brasileiros", ressaltou Vladimir Lima.
O impacto do Minha Casa, Minha Vida também foi destacado no setor da construção civil. Segundo a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), o programa foi responsável por 52% dos lançamentos imobiliários e 49% das vendas no quarto semestre de 2025. No Nordeste, o programa lançou 14.510 unidades, representando 64% de todos os lançamentos na região. "O programa é um motor para a economia e gera empregos", afirmou o ministro.



