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Governo prepara novas medidas para conter efeitos da guerra sobre os combustíveis, diz José Guimarães

Ministro das Relações Institucionais também comentou sobre regulação do trabalho por app e “taxa das blusinhas”

16.04.26 - Ministro de Estado Chefe da Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República (SRI), José Guimarães (Foto: Gil Ferreira / SRI-PR)

247 - O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, afirmou nesta quinta-feira (16) que o governo federal prepara novas medidas para conter os efeitos da guerra no Oriente Médio sobre o preço dos combustíveis. O tema está sendo tratado pela equipe econômica e pela Casa Civil. Durante conversa com jornalistas no Palácio do Planalto, o auxiliar do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) indicou que as ações ainda estão em elaboração e devem ser anunciadas nos próximos dias, informa o jornal O Globo.

“O governo está elaborando medidas que não estão ainda todas em conta, como nós já falamos, é para resolver, para ajudar. Não deixar que o tributo que se recaia sobretudo dos consumidores. O governo está trabalhando, não é fácil isso porque a economia é uma economia globalizada e tem impacto no diesel, na gasolina. Nos próximos dias o governo deve anunciar mais medidas sobre isso”, afirmou. Em seguida, acrescentou: “Não vamos deixar que a conta seja transferida para o consumidor, nós não podemos aceitar isso”.

As declarações ocorrem após o governo anunciar, há cerca de dez dias, um pacote de medidas para reduzir os impactos da crise internacional sobre os combustíveis, incluindo subsídios ao diesel e isenção de tributos sobre o biodiesel. Ainda assim, Guimarães avaliou que as ações adotadas até o momento são “insuficientes para dar conta do tamanho do estrago que essa guerra está fazendo”.

O ministro também mencionou o envolvimento do titular da Fazenda, Dario Durigan, nas discussões sobre novas iniciativas. “Dario (Durigan, ministro da Fazenda) está ciente, está conversando, acho que logo tomará outras medidas”, disse.

Regulação de aplicativos fica para depois das eleições

Outro ponto abordado por Guimarães foi a regulamentação do trabalho por aplicativos, cuja votação foi adiada nesta semana por falta de consenso. O ministro afirmou que o tema deverá ser retomado apenas após as eleições, diante das divergências entre governo, Congresso e empresas do setor.

“Sabe por que não deixamos votar? Que a conta que é toda para o governo, engraçado. As plataformas por um lado, os entregadores de outros, os donos de app de outro e a conta ficaria com governo. Por isso não deixamos votar”, afirmou.

Revisão da “taxa das blusinhas”

Guimarães também defendeu a revisão da chamada “taxa das blusinhas”, que prevê a cobrança de 20% sobre importações de até US$ 50. Para ele, o tributo contribuiu para o desgaste político do governo.

“Quando essa matéria foi votada, eu achava que não deveria ser aprovada. Para mim foi um dos elementos mais fortes de desgaste do governo. Se o governo decidir revogar, acho uma boa”, declarou. Em seguida, completou: “Na minha opinião, se tiver que aumentar o endividamento do país, para salvar a economia popular, tem que fazer”.

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