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Governo Trump deporta a última fugitiva dos atos golpistas

Comerciante de Limeira (SP), Michely Paiva Alves é acusada de financiar ônibus para as manifestações terroristas em Brasília e entrou ilegalmente nos EUA

Michely Paiva Alves e os atos golpistas (Foto: Reprodução/Instagram I Agência Brasil)

247 - Uma juíza dos Estados Unidos decidiu pela deportação da comerciante Michely Paiva Alves, de Limeira (SP), apontada como a última brasileira presa no país por envolvimento nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A informação consta em registros do processo de imigração que tratam da situação da brasileira em território estadunidense.

Segundo os dados do caso, Michely entrou ilegalmente nos Estados Unidos e já havia sido detida pelas autoridades migratórias, permanecendo sob custódia enquanto aguardava a definição judicial. Um novo julgamento está agendado para o dia 11 de março, data em que ela completará 39 anos.

A comerciante é ré no processo que apura responsabilidades pelos ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. De acordo com a acusação, ela teria financiado parcialmente o fretamento de um ônibus que transportou cerca de 30 pessoas de Limeira até a capital federal com o objetivo de participar das invasões.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) sustenta que o veículo foi pago em parte pela comerciante, com a transferência de R$ 6.500 de sua conta bancária para viabilizar a viagem. O repasse integra o conjunto de provas apresentadas na ação penal que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF).

Além de Michely, outros investigados pelos atos golpistas ainda residem nos Estados Unidos. Entre os nomes citados estão o deputado Alexandre Ramagem, os empresários Esdras Santos e Flávia Cordeiro Soares, além do blogueiro Allan dos Santos.

Três anos após os ataques de 8 de janeiro de 2023, a Primeira Turma do STF já condenou 1.399 acusados por participação nos atos que buscaram comprometer o funcionamento das instituições democráticas brasileiras. Os números foram atualizados pelo Supremo em 8 de janeiro deste ano.

A decisão da Justiça norte-americana sobre a deportação reforça a cooperação internacional em casos ligados aos atos golpistas e amplia o alcance das medidas judiciais contra investigados que deixaram o Brasil após os ataques.

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