'Há discrepância entre percepção e realidade da economia', diz Haddad sobre pesquisa Genial/Quaest
Pré-candidato ao governo de SP diz que percepção dos eleitores não reflete melhora dos indicadores econômicos
247 - O pré-candidato e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que há uma discrepância entre a percepção dos eleitores e a realidade econômica do país ao comentar a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), que aponta disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)em um eventual segundo turno presidencial.
“O papel do governo é olhar com seriedade para a pesquisa e fazer avaliação”, afirmou. destacou Haddad em entrevista à CNN Brasil. Em seguida, citou dados que, segundo ele, indicam melhora no cenário econômico . “A inflação em quatro anos vai ser a menor da história. Da história. O desemprego é o menor da série histórica”.
Ele também afirmou que o Brasil "vai fechar o ano com a contratação de 3 milhões de unidades habitacionais", com "o maior Minha Casa Minha Vida da história do Brasil" e que a distribuição de renda atual é "a melhor da história"
Segundo ele, a leitura negativa da população sobre a economia não corresponde, segundo ele, aos indicadores atuais e que há um descompasso entre a avaliação geral da economia e a percepção individual das pessoas.
“Nós temos de tentar localizar onde está o problema (...) Se você pergunta para a pessoa se ela acha que a vida dela vai melhorar, na economia, mais da metade diz que a vida dela vai melhorar (...) Do ponto de vista macroeconômico, o Brasil está numa condição de um ciclo de desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Pesquisa Quaest e cenário eleitoral
O levantamento Genial/Quaest indica que o presidente Lula lidera no primeiro turno com 37% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, em um eventual segundo turno, o senador aparece numericamente à frente, com 42%, enquanto Lula tem 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
'Há discrepância entre percepção e realidade da economia', diz Haddad sobre pesquisa Genial/Quaest
Abstract
Pré-candidato ao governo de SP diz que percepção dos eleitores não reflete melhora dos indicadores econômicos
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247 - O pré-candidato e ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT) afirmou que há uma discrepância entre a percepção dos eleitores e a realidade econômica do país ao comentar a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15), que aponta disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)em um eventual segundo turno presidencial.
“O papel do governo é olhar com seriedade para a pesquisa e fazer avaliação”, afirmou. destacou Haddad em entrevista à CNN Brasil. Em seguida, citou dados que, segundo ele, indicam melhora no cenário econômico . “A inflação em quatro anos vai ser a menor da história. Da história. O desemprego é o menor da série histórica”.
Ele também afirmou que o Brasil "vai fechar o ano com a contratação de 3 milhões de unidades habitacionais", com "o maior Minha Casa Minha Vida da história do Brasil" e que a distribuição de renda atual é "a melhor da história"
Segundo ele, a leitura negativa da população sobre a economia não corresponde, segundo ele, aos indicadores atuais e que há um descompasso entre a avaliação geral da economia e a percepção individual das pessoas.
“Nós temos de tentar localizar onde está o problema (...) Se você pergunta para a pessoa se ela acha que a vida dela vai melhorar, na economia, mais da metade diz que a vida dela vai melhorar (...) Do ponto de vista macroeconômico, o Brasil está numa condição de um ciclo de desenvolvimento sustentável”, afirmou.
Pesquisa Quaest e cenário eleitoral
O levantamento Genial/Quaest indica que o presidente Lula lidera no primeiro turno com 37% das intenções de voto, contra 32% de Flávio Bolsonaro (PL). No entanto, em um eventual segundo turno, o senador aparece numericamente à frente, com 42%, enquanto Lula tem 40%. A margem de erro é de dois pontos percentuais.
Disputa pelo governo de SP
Haddad também justificou sua decisão de disputar o governo de São Paulo. Segundo ele, a candidatura foi influenciada por preocupações do presidente Lula com a situação do estado. “Lula estava muito preocupado com São Paulo”, disse.
O ex-ministro afirmou ter sido surpreendido negativamente com o cenário paulista. “Se nós tivermos a oportunidade de fazer chegar ao eleitor as condições em que ele assumiu o governo e como o estado está hoje, eu acredito que o eleitor vai pensar duas vezes em reconduzi-lo ou não”, declarou.
Críticas à gestão de Tarcísio de Freitas
Haddad criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que falta foco na administração. “O estado merece alguém que não esteja pensando em outro palácio que não seja o Palácio dos Bandeirantes”, disse.
Ele também demonstrou preocupação com contratos públicos e afirmou que pretende revisá-los. “Estou muito preocupado com os contratos, todos os contratos. Porque inclusive práticas suspeitas estão sendo adotadas (...) Eu vou rever os contratos porque eu não quero bandalheira”, afirmou.
Fintechs, bets e sistema financeiro
O ministro também criticou as decisões do governo Bolsonaro em relação às fintechs. “Eles autorizaram as fintechs a operar e disseram (...) que só iam começar a supervisioná-las a partir de 2029. Você não faz um negócio desse”, disse.
Sobre as apostas online, afirmou que houve omissão regulatória durante a gestão passada. “O governo Bolsonaro passou quatro anos sem fazer nada. Não cobrou imposto, não regulamentou publicidade, manteve criança jogando com cartão de crédito do pai”, declarou.
Caso Banco Master
Haddad também comentou o caso do Banco Master e questionou a atuação do Banco Central, então comandado por Roberto Campos Neto. “Por que o Banco Central ignorou os alertas, durante anos, sobre o comportamento do Daniel Vorcaro?”, afirmou.
Ele disse que houve falhas na supervisão ao longo dos anos. “A gestão do Roberto foi alertada (...) e, durante cinco anos, o banco prosperou sem que ninguém tomasse medidas que prevenissem o que aconteceu. Nós estamos falando da maior fraude bancária da história do Brasil”, declarou.Haddad também justificou sua decisão de disputar o governo de São Paulo. Segundo ele, a candidatura foi influenciada por preocupações do presidente Lula com a situação do estado. “Lula estava muito preocupado com São Paulo”, disse.
O ex-ministro afirmou ter sido surpreendido negativamente com o cenário paulista. “Se nós tivermos a oportunidade de fazer chegar ao eleitor as condições em que ele assumiu o governo e como o estado está hoje, eu acredito que o eleitor vai pensar duas vezes em reconduzi-lo ou não”, declarou.
Críticas à gestão de Tarcísio de Freitas
Haddad criticou o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e afirmou que falta foco na administração. “O estado merece alguém que não esteja pensando em outro palácio que não seja o Palácio dos Bandeirantes”, disse.
Ele também demonstrou preocupação com contratos públicos e afirmou que pretende revisá-los. “Estou muito preocupado com os contratos, todos os contratos. Porque inclusive práticas suspeitas estão sendo adotadas (...) Eu vou rever os contratos porque eu não quero bandalheira”, afirmou.
Fintechs, bets e sistema financeiro
O ministro também criticou as decisões do governo Bolsonaro em relação às fintechs. “Eles autorizaram as fintechs a operar e disseram (...) que só iam começar a supervisioná-las a partir de 2029. Você não faz um negócio desse”, disse.
Sobre as apostas online, afirmou que houve omissão regulatória durante a gestão passada. “O governo Bolsonaro passou quatro anos sem fazer nada. Não cobrou imposto, não regulamentou publicidade, manteve criança jogando com cartão de crédito do pai”, declarou.
Caso Banco Master
Haddad também comentou o caso do Banco Master e questionou a atuação do Banco Central, então comandado por Roberto Campos Neto. “Por que o Banco Central ignorou os alertas, durante anos, sobre o comportamento do Daniel Vorcaro?”, afirmou.
Ele disse que houve falhas na supervisão ao longo dos anos. “A gestão do Roberto foi alertada (...) e, durante cinco anos, o banco prosperou sem que ninguém tomasse medidas que prevenissem o que aconteceu. Nós estamos falando da maior fraude bancária da história do Brasil”, declarou.


