Indicado por Alcolumbre, presidente da Amprev é alvo da PF
Investigação apura investimento de R$ 400 milhões feito pela Amapá Previdência no Banco Master
247 - A Polícia Federal deflagrou nesta sexta-feira (6) uma operação contra integrantes da alta gestão da Amprev (Amapá Previdência) para apurar suspeitas de irregularidades na aplicação de recursos destinados à aposentadoria de servidores públicos do estado, informa Camila Bomfim, do G1. A investigação envolve um investimento de R$ 400 milhões feito pela instituição no Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central. .
Segundo a PF, estão sendo cumpridos quatro mandados de busca e apreensão expedidos pela 4ª Vara da Justiça Federal no município de Macapá. Entre os alvos estão o atual presidente da Amprev, Jocildo Silva Lemos, além de dois conselheiros do comitê de investimentos: Jackson Rubens de Oliveira e José Milton Afonso Gonçalves.
Além das residências e endereços ligados aos investigados, a própria sede da Amprev também é alvo de diligências nesta etapa da operação. O órgão administra atualmente cerca de 4.704 beneficiários, incluindo aposentados e pensionistas do estado do Amapá.
Jocildo Silva Lemos ocupa a presidência da Amprev após ter sido indicado ao cargo pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). O senador, no entanto, não figura entre os investigados na operação, de acordo com as informações divulgadas.
Em 2024, durante uma premiação, Jocildo mencionou publicamente a indicação política que resultou em sua nomeação e afirmou: "No ano de 2023, seguindo uma política austera, conservadora e sobretudo com a consciência que nós iríamos entregar resultados. Resultado para aqueles que confiaram na gente. E aqui eu faço um agradecimento especial ao governador Clécio Luis, que fez a nomeação, e sobretudo ao senador Davi Alcolumbre, que me convidou para ser o presidente da Amapá Previdência".
A operação da Polícia Federal busca esclarecer as circunstâncias do investimento milionário realizado pela Amprev e verificar se houve irregularidades na gestão dos recursos previdenciários, que deveriam garantir o pagamento de aposentadorias e pensões de servidores públicos do estado.


