INSS: Polícia Federal aperta o cerco e investigados têm dois meses para decidir sobre delação
PF prepara relatório até abril e abre janela final para que pivôs do esquema bilionário fechem acordo e entreguem nomes do alto escalão
247 - As investigações sobre a fraude bilionária envolvendo o INSS avançam no Supremo Tribunal Federal (STF) e já entram em uma fase decisiva, com a expectativa de que a Polícia Federal conclua até abril um relatório detalhando o esquema que teria causado prejuízos a aposentados e pensionistas. O andamento acelerado do caso coloca dois personagens centrais sob pressão: o lobista Antônio Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, e o empresário Maurício Camisotti, segundo Paulo Cappelli, do Metrópoles.
Investigadores trabalham com o prazo de cerca de dois meses para finalizar o documento que servirá de base para a formalização da denúncia. A partir dessa etapa, segundo fontes ligadas ao caso, eventuais tentativas posteriores de colaboração premiada tendem a ser rejeitadas pela Justiça, o que reduziria drasticamente as chances de benefícios legais para os envolvidos.
Até a entrega do relatório e a apresentação oficial da denúncia, porém, as autoridades ainda demonstram disposição para ouvir possíveis revelações da dupla apontada como pivô do escândalo. A avaliação dentro da investigação é de que, caso “Careca do INSS” e Camisotti consigam apresentar informações consideradas relevantes — sobretudo envolvendo agentes de maior influência no esquema —, isso poderá impactar diretamente na condução do processo penal que será instaurado.
A possibilidade de delação premiada, nesse contexto, surge como uma última janela para que os investigados tentem reduzir penas ou obter condições mais favoráveis, desde que entreguem elementos concretos que fortaleçam a responsabilização de outros participantes. Investigadores buscam identificar, com maior precisão, o caminho do dinheiro, os beneficiários do esquema e o funcionamento interno da estrutura que teria sustentado a fraude.


