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CPMI do INSS adia análise de quebras de sigilo do Banco Master

Falta de consenso entre parlamentares travou votação de pedidos para obter dados bancários e fiscais; comissão investiga suspeitas de fraudes no consignado

Banco Master (Foto: Divulgação)

247 - A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) adiou a votação de requerimentos que solicitam a quebra dos sigilos bancário e fiscal do Banco Master. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (5), após parlamentares não chegarem a um consenso sobre a aprovação das medidas.

A informação foi divulgada pelo jornal Valor Econômico, que aponta que o adiamento ocorreu justamente porque os integrantes do colegiado não conseguiram acordo para incluir os pedidos no bloco de requerimentos consensuais, normalmente analisados de forma conjunta.

Os requerimentos apresentados pedem acesso a informações sigilosas relacionadas a “todas as contas de depósitos, contas de poupança, contas de investimento e outros bens, direitos e valores mantidos em instituições financeiras”. Segundo a CPMI, a solicitação faz parte de uma nova fase da investigação, voltada a apurar possíveis irregularidades na concessão de crédito consignado.

O Banco Master entrou no foco da comissão após suspeitas de que empresas ligadas à oferta desse tipo de empréstimo teriam cometido fraudes. Em entrevistas concedidas no fim de janeiro, o presidente do INSS, Gilberto Waller, afirmou que estão sob análise mais de 250 mil contratos de empréstimo consignado com indícios de irregularidades que teriam sido firmados pela instituição.

Sem entendimento entre os membros do colegiado, os requerimentos não foram votados e, até o momento, não há uma nova data prevista para a deliberação.

A movimentação ocorre depois de parlamentares terem sido frustrados na tentativa de obter acesso direto a informações sigilosas relacionadas ao proprietário do Banco Master, Daniel Vorcaro. O ministro Dias Toffoli, relator das investigações no Supremo Tribunal Federal (STF), não autorizou o acesso amplo ao material, que atualmente está restrito e permanece guardado sob responsabilidade da presidência do Senado Federal.

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