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Justiça por Orelha: maus tratos contra cão gera atos em capitais do país

Caso do animal comunitário de Florianópolis provoca manifestações e cobra punições mais duras contra a violência animal

Cão Orelha (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

247 - A morte do cão comunitário Orelha, em Florianópolis, desencadeou uma série de manifestações em diferentes capitais brasileiras neste domingo (1º), reunindo ativistas e moradores em atos públicos que pedem responsabilização pelos maus-tratos e mudanças na legislação. Em São Paulo, manifestantes ocuparam a Avenida Paulista com cartazes e palavras de ordem em defesa dos animais, em um protesto que teve início no Vão do MASP e atraiu grande público.

Orelha vivia há cerca de dez anos na Praia Brava, na capital catarinense, onde era cuidado por moradores da região. O animal foi agredido no dia 4 de janeiro e, devido à gravidade dos ferimentos, acabou submetido à eutanásia. A denúncia formal do caso foi registrada junto à polícia no dia 16 do mesmo mês. As mobilizações deste domingo foram convocadas pela organização Cadeia Para Maus-Tratos, que articulou atos simultâneos em diversas cidades.

Durante a manifestação em São Paulo, uma das placas levadas ao ato trazia a mensagem: “Justiça por Orelha: o cão da Praia Brava assassinado pela elite catarinense”. Além da cobrança por esclarecimentos sobre o episódio, parte dos participantes defendeu o endurecimento das leis e a aplicação de punições mais rigorosas para crimes de violência contra animais.

Em outras capitais, os protestos também ocorreram ao longo do dia. No Rio de Janeiro, foram programadas duas caminhadas, uma pela manhã no Aterro do Flamengo e outra à tarde em Copacabana. Em Belo Horizonte, o ato começou às 10h, na Feira Hippie. Já em Florianópolis, local onde o cão vivia, a concentração ocorreu no trapiche da Avenida Beira-Mar Norte, no centro da cidade, também às 10h. Em Vitória, capital do Espírito Santo, os manifestantes se reuniram em frente ao Píer de Iemanjá, na Praia de Camburi.

No âmbito da investigação, a Polícia Civil de Santa Catarina informou no sábado (31) que um dos adolescentes que teve a imagem divulgada como suspeito de envolvimento na agressão passou a ser tratado como testemunha. Inicialmente, quatro adolescentes eram investigados. Segundo os investigadores, o jovem não aparece nas imagens relacionadas ao caso, e a família apresentou provas de que ele não estava na Praia Brava no momento do crime.

A polícia também comunicou que ouviu o último adolescente que ainda não havia prestado depoimento no inquérito. Até o momento, os investigadores afirmam não haver indícios de que os maus-tratos contra o cão comunitário estejam relacionados a grupos criminosos que utilizam redes sociais para promover desafios envolvendo jovens.

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