Polícia Civil apreende celulares na investigação sobre a morte do cão Orelha
A corporação investiga a participação de ao menos quatro adolescentes na agressão que resultou na morte do animal
247 - A Polícia Civil de Santa Catarina informou que dois dos quatro adolescentes investigados pela morte do cachorro Orelha, no bairro da Praia Brava, em Florianópolis, retornaram dos Estados Unidos, para onde haviam viajado após o crime. Os jovens tiveram celulares apreendidos no aeroporto, medida que já havia sido adotada anteriormente em relação aos outros envolvidos no caso.
Segundo informações divulgadas pela própria Polícia Civil catarinense, por meio do delegado-geral Ullisses Gabriel, a corporação investiga a participação de ao menos quatro adolescentes na agressão que resultou na morte do animal, considerado um mascote da Praia Brava e conhecido por moradores da região.
O delegado detalhou as ações realizadas pelas forças de segurança durante a nova etapa das investigações. “Sobre o cão Orelha, a Delegacia Especializada de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e Delegacia de Proteção Animal (DPA) da Capital, com apoio da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da PMSC, deram cumprimento a dois mandados de busca e apreensão de telefones celulares de dois adolescentes investigados que estavam fora do Brasil, deferidos pela Vara da Infância e Juventude da Capital, com aval da Promotoria da Infância e Juventude”.
De acordo com a apuração policial, o cachorro Orelha foi encontrado gravemente ferido em uma área de mata. Ele chegou a receber atendimento veterinário, mas não resistiu aos ferimentos, o que provocou forte repercussão entre moradores e defensores da causa animal.
Ainda conforme Ullisses Gabriel, o avanço da investigação contou com o apoio de um trabalho de monitoramento conjunto com a Polícia Federal (PF), que permitiu identificar a antecipação dos voos de retorno dos adolescentes ao Brasil. Com isso, foi possível cumprir os mandados de busca assim que eles desembarcaram.
Além da apreensão dos celulares, os dois adolescentes que retornaram dos Estados Unidos já foram formalmente intimados a prestar depoimento. “Os equipamentos serão enviados para a PCI para extração de dados, tal qual os demais apreendidos no dia 26 de janeiro. Também foi solicitado a emissão de laudo de corpo de delito do cão Orelha”, acrescentou o delegado-geral.
As investigações seguem em andamento para esclarecer as circunstâncias da agressão e a responsabilidade de cada um dos envolvidos no caso.


