Lindbergh reage a tarifa de Trump: “O PIX é do Brasil”
Para Lindbergh, a pressão externa sobre o PIX não pode ser dissociada da atuação de Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fora do país
247 - O deputado Lindbergh Farias reagiu à proposta dos EUA de tarifa de 25% contra importações brasileiras e defendeu a soberania nacional após o governo Donald Trump citar serviços de pagamento eletrônico, incluindo o suposto tratamento preferencial ao PIX frente a empresas americanas.
Segundo o parlamentar, a ofensiva contra o Brasil ocorre no âmbito da Seção 301 da lei comercial dos Estados Unidos e atinge uma tecnologia criada no país, que ampliou a concorrência, reduziu custos e se tornou parte da rotina da população.
“O PIX é do Brasil”, afirmou Lindbergh. “PIX é tecnologia brasileira, ampliou concorrência, reduziu custos e virou parte da vida do povo. Defender o Brasil também é defender o direito do país decidir seus próprios caminhos. Respeitem o PIX. Respeitem o Brasil.”
Reação à investigação dos EUA
A manifestação ocorreu após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, concluir a investigação contra o Brasil e propor uma tarifa de 25% sobre importações brasileiras. O órgão norte-americano apontou comércio digital, serviços de pagamento eletrônico, etanol, propriedade intelectual e desmatamento ilegal entre os temas usados para justificar a medida.
Para Lindbergh, a pressão externa sobre o PIX não pode ser dissociada da atuação de Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro fora do país. O deputado acusou os dois de alimentarem, no exterior, um discurso contra as instituições brasileiras, a soberania econômica e decisões tomadas pelo Brasil.
“Quem faz política internacional contra o próprio país não pode depois fingir surpresa quando interesses estrangeiros avançam sobre conquistas nacionais. São uns canalhas, traidores da pátria!”, disse Lindbergh.
Tarifaço ainda passará por consulta pública
A proposta dos Estados Unidos ainda não representa uma sanção definitiva. O governo Trump deverá abrir consultas públicas e realizar audiência antes de decidir sobre a eventual aplicação das chamadas medidas corretivas contra o Brasil.
O USTR sustenta que práticas brasileiras ligadas ao comércio digital e aos serviços de pagamento eletrônico poderiam prejudicar empresas norte-americanas. Entre os argumentos apresentados está a alegação de que políticas nacionais favoreceriam um concorrente no setor de pagamentos.
Lindbergh rebateu essa leitura ao apresentar o PIX como uma conquista tecnológica brasileira e como instrumento de inclusão econômica. Na avaliação do deputado, defender o sistema é também defender o direito do Brasil de definir suas próprias políticas públicas e econômicas diante de pressões estrangeiras.



