"Vamos desbaratar essa quadrilha", afirma Lindbergh após operação contra ONG ligada à produtora de Dark Horse
Deputado cobrou apuração de repasses ligados a Dark Horse, além de citar Flávio Bolsonaro, Mário Frias e Eduardo Bolsonaro. Vídeo
247 - O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou nesta segunda-feira (1) uma investigação mais ampla sobre o fluxo financeiro ligado ao filme Dark Horse, produção biográfica sobre Jair Bolsonaro (PL). Em postagem divulgada na rede social X, antigo Twitter, o parlamentar afirmou que as apurações precisam alcançar os responsáveis políticos e financeiros ligados ao projeto. O petista mencionou o ex-mandatário, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o deputado federal Mário Frias (PL-SP) e o deputado cassado Eduardo Bolsonaro (PL-SP).
O petista comentou a operação da Polícia Civil contra a ONG Instituto Conhecer Brasil (ICB), entidade de propriedade de Karina Gama, que também aparece como sócia da Go UP, produtora responsável pelo filme. Investigadores apuram suspeita de fraudes em contratos de R$ 108 milhões com a Prefeitura de São Paulo. O contrato sob investigação foi firmado pela Secretaria Municipal de Inovação e Tecnologia (SMIT) com o objetivo de instalar 5 mil pontos de acesso à internet sem fio em comunidades periféricas da capital paulista.
"O cerco está se fechando. Karina Gama vai ser presa, mas quem está por trás dela é Flávio Bolsonaro, Mário Frias e Eduardo Bolsonaro. Muita coisa precisa ser explicada por essa turma", escreveu Lindbergh em referência à operação da Polícia Civil, deflagrada nesta segunda-feira, que teve a ONG como alvo pela suspeita de irregularidades em um contrato firmado com a Prefeitura de São Paulo.
"A PC investiga suspeita de fraudes em contratos de R$ 108 milhões sem efetivação do serviço. Muita coisa precisa ser explicada por essa turma. Já pedimos à Interpol para investigar onde estão os 61 milhões que o Flávio pediu ao Vorcaro. Vamos seguir o caminho do dinheiro e desbaratar essa quadrilha", acrescentou Lindbergh.
Ao falar sobre a operação contra a ONG, o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), fez críticas à investigação da Polícia Civil e sinalizou que a apuração é consequência de perseguição política.
Além da nova operação contra a ONG, o Intercept Brasil divulgou em 13 de maio uma reportagem mostrando que o senador Flávio Bolsonaro negociou com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, um financiamento de R$ 134 milhões para o filme. Do valor total pedido pelo parlamentar, R$ 61 milhões foram repassados.
Detido e em processo de colaboração premiada, o empresário é investigado pela Polícia Federal após acusações de envolvimento em um esquema de fraudes financeiras que, segundo a PF, movimentou ao menos R$ 12 bilhões. Inicialmente, a proposta de delação feita pela equipe do ex-banqueiro foi rejeitada pela PF. A corporação apontou "seletividade" dos fatos que envolvem as irregularidades.
Quem também está detido, em prisão domiciliar, é Jair Bolsonaro, após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos de reclusão no inquérito da trama golpista. Foi a pena mais alta entre as 29 condenações anunciadas pela Corte.



