Luciana Gimenez nega vínculo com Jeffrey Epstein após aparecer em documentos do Departamento de Justiça dos EUA
Apresentadora diz que nunca conheceu o bilionário e afirma que transações citadas se referem a transferências internas entre contas no Deutsche Bank
247 – Luciana Gimenez se pronunciou na noite de segunda-feira, 9, após seu nome aparecer em documentos ligados ao caso Jeffrey Epstein, divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos. Em nota publicada no Instagram, a apresentadora afirmou que nunca conheceu o bilionário e negou qualquer tipo de relação com ele.
A informação foi divulgada pelo portal Metrópoles, que relatou a repercussão nas redes sociais depois que usuários passaram a compartilhar imagens de extratos bancários que integram os arquivos do caso. Segundo a publicação, a menção ao nome da apresentadora aparece em documentos financeiros datados de 2014, 2018 e 2019, com a última movimentação registrada poucos meses antes da prisão de Epstein.
O que Luciana afirmou em nota pública
No comunicado publicado em suas redes, Luciana buscou afastar qualquer associação ao caso. “Luciana Gimenez esclarece que nunca conheceu Jeffrey Epstein e jamais teve qualquer tipo de contato pessoal, profissional ou financeiro com ele”, diz a nota. Em seguida, a apresentadora acrescenta que repudia “de forma categórica qualquer tentativa de associar seu nome” a práticas ilícitas.
A manifestação veio após o nome de Luciana viralizar, impulsionado por postagens que apontavam supostas movimentações financeiras em arquivos tornados públicos. A apresentadora também declarou que permanece à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e pediu cautela na divulgação das informações “a fim de evitar interpretações equivocadas e danos injustificados à sua reputação”.
Como o nome apareceu nos arquivos do caso Epstein
De acordo com o relato, as imagens que circularam nas redes sociais fazem referência a um documento identificado como “EFTA01299626.pdf”, no qual aparecem ao menos três transações próximas ao nome de Luciana Gimenez. Um dos valores citados é de US$ 12 milhões. O depósito de maior valor, ainda segundo o material compartilhado, estaria direcionado ao fundo Trust Haze, descrito como ligado ao próprio Epstein.
O texto informa, porém, que não há indicação explícita nos arquivos divulgados de que o dinheiro tenha sido transferido diretamente da conta do bilionário para a apresentadora. Também é mencionado que os nomes dos filhos de Luciana aparecem em outros extratos financeiros incluídos no conjunto de documentos divulgados.
Outro ponto destacado é que, embora as movimentações constem dos registros, a motivação das transações não é detalhada nos arquivos tornados públicos. Esse tipo de lacuna, em casos de grande repercussão, costuma abrir espaço para leituras distorcidas em redes sociais, sobretudo quando há números elevados ou nomes de figuras públicas associados a documentos complexos e fragmentados.
O que diz a versão apresentada sobre o Deutsche Bank
Na nota, Luciana afirma que, ao identificar a menção a seu nome nos documentos publicados pelo governo americano, entrou em contato com o Deutsche Bank Trust Company Americas, instituição onde mantinha conta, para entender a origem da vinculação.
Segundo as informações preliminares repassadas pelo banco, o Departamento de Justiça teria solicitado registros financeiros referentes a determinados períodos, sem seleção individualizada de clientes. Na versão apresentada pela apresentadora, o conjunto completo de documentos teria sido encaminhado às autoridades e posteriormente disponibilizado na plataforma oficial, o que explicaria a presença de diversos nomes sem relação direta com o caso.
Ainda de acordo com a defesa apresentada por Luciana, as movimentações citadas dizem respeito exclusivamente a transferências internas entre sua conta de investimentos e sua conta de pessoa física. O banco, conforme a nota, estaria reunindo a documentação necessária para comprovar que se tratam de transações realizadas pela própria apresentadora para si mesma.


