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Lula aponta centralidade das eleições para o Senado: “senador pensa que é Deus”

“Um senador pode criar muitos problemas”, afirma o presidente, ao destacar manutenção da democracia como ponto principal das eleições

Presidente Lula (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que as eleições para o Senado têm papel estratégico na manutenção da democracia brasileira, ao alertar que parlamentares com mandato de oito anos podem exercer grande influência política. Em entrevista concedida nesta quarta-feira (1), Lula destacou que a composição da Casa é decisiva para garantir governabilidade e estabilidade institucional.

De acordo com informações divulgadas pelo Grupo Cidade de Comunicação, o presidente ressaltou que, embora disputas presidenciais e estaduais sejam relevantes, o Senado ocupa posição central no equilíbrio democrático. “As eleições presidenciais passam a ter uma importância muito grande, as eleições para governador muito grande, mas as eleições para o Senado são muito importantes”, afirmou.

Lula argumentou que a relação entre governadores e o governo federal tende a ser mais cooperativa, ao contrário do Senado. “Um governador mantém uma relação civilizada com o presidente da República porque o governador também precisa do presidente. Mas um senador com mandato de oito anos pensa que é Deus”, declarou. Em seguida, alertou: “Ele pode criar muitos problemas se você não tiver uma base de sustentação dentro do Senado.”

O presidente também projetou o cenário eleitoral nacional e voltou a mencionar a possibilidade de disputar e vencer uma nova eleição presidencial. “Se correr tudo como eu estou pensando, meu destino é ganhar as eleições pela quarta vez, o que será um fato inédito na história do Brasil”, disse.

Na avaliação de Lula, o desempenho econômico de seus governos está diretamente ligado a políticas de inclusão social. “Por que a economia cresce nos meus mandatos? (…) Porque eu tenho uma obsessão: muito dinheiro na mão de poucos significa miséria; pouco dinheiro na mão de muitos significa distribuição de riqueza”, afirmou.

O presidente defendeu que a ampliação do acesso ao consumo básico é essencial para o crescimento econômico sustentável. “Quando você faz política de inclusão social e dá à totalidade da sociedade o direito de comprar o mínimo necessário, todo mundo começa a participar da economia”, disse.

Lula também criticou setores do mercado financeiro ao comentar a destinação de recursos públicos. “A elite brasileira, a Faria Lima lá em São Paulo, o sistema financeiro gostaria que o dinheiro que eu gasto com inclusão social fosse para eles, e não para o povo pobre”, afirmou, ao reforçar a prioridade de políticas voltadas à redução da desigualdade social no país.

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