'Lula determinou que as investigações avancem até as últimas consequências', diz Haddad sobre caso Master
Ministro da Fazenda afirma que presidente orientou apuração técnica e integral e descarta qualquer articulação para abafar o escândalo do Banco Master
247 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou que as investigações sobre o escândalo envolvendo o Banco Master avancem de forma rigorosa e sem qualquer tipo de limitação. Segundo o ministro, a orientação do presidente é para que a apuração seja conduzida com base técnica e alcance todos os desdobramentos necessários, diante da gravidade e do impacto financeiro do caso, que envolve cifras bilionárias, informa Mônica Bergamo, da Folha de São Paulo.
Haddad rechaçou de maneira enfática a hipótese de que exista uma articulação entre o governo federal, o Congresso Nacional e o Judiciário para conter ou minimizar o alcance das investigações. “Eu acompanho em detalhes esse assunto, dadas as suas proporções e impactos”, afirmou o ministro. Ele destacou que a condução do caso é tratada como prioridade dentro do governo justamente por sua relevância econômica e institucional.
De acordo com Haddad, a posição do presidente foi definida assim que ele tomou conhecimento da dimensão do escândalo. “Desde que Lula foi informado das proporções avassaladoras do caso, de bilhões, ele determinou que a investigação fosse técnica, mas que avançasse até as últimas consequências”, declarou o ministro, ressaltando que não há espaço para interferências políticas no processo.
O titular da Fazenda acrescentou que essa orientação é reiterada por Lula em conversas com diferentes autoridades e instituições do Estado. Segundo Haddad, o presidente mantém a mesma postura em interlocuções com membros do Judiciário, do Banco Central, do Ministério da Justiça e da Polícia Federal, reforçando o compromisso com a autonomia dos órgãos responsáveis pela apuração.
Haddad afirmou ainda que Lula demonstra tranquilidade diante dos possíveis efeitos políticos do caso. Para o ministro, o presidente “não tem medo de nada” e faz questão de que todo o governo adote a mesma postura, garantindo que as investigações sigam seu curso normal, com transparência e sem qualquer tentativa de blindagem ou abafa.


