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Lula não deve demitir ministros ligados a Alcolumbre após derrota no Senado, dizem aliados

Avaliação é de que o presidente deve evitar confronto direto com o presidente do Senado após a rejeição da indicação de Jorge Messias ao STF

Davi Alcolumbre e Lula (Foto: Carlos Moura/Agência Senado I Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu não demitir ministros indicados pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP),  após a rejeição do nome de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF). A estratégia do governo é agir com cautela e avaliar o cenário político antes de qualquer decisão mais contundente. 

De acordo com o jornal O Globo, aliados próximos ao presidente indicam que não há intenção de retaliar Alcolumbre com a exoneração dos ministros Waldez Góes, da Integração Nacional, e Frederico de Siqueira Filho, das Comunicações, ambos indicados pelo senador.

Governo aposta em cautela após derrota 

A avaliação predominante no entorno do presidente é que não seria o momento adequado para intensificar tensões com o Senado. Interlocutores afirmam que Lula não pretende “passar recibo” nem iniciar um embate político imediato após o revés.

A rejeição da indicação de  Jorge Messias, nesta quarta-feira (29), marcou um episódio inédito na história recente do país. O advogado-geral da União recebeu 34 votos favoráveis e 42 contrários, ficando sete votos abaixo do necessário para aprovação. Foi a primeira vez em 132 anos que o Senado rejeitou um indicado ao STF.

Manutenção de ministros e articulação política

Mesmo diante do cenário adverso, o presidente optou por manter os ministros indicados por Alcolumbre. Waldez Góes, que já governou o Amapá por quatro mandatos, comanda uma pasta com forte presença em obras públicas e influência sobre a Codevasf, estatal com grande capilaridade política.

Já Frederico de Siqueira Filho assumiu o Ministério das Comunicações com apoio direto de Alcolumbre, após a saída de Juscelino Filho. Segundo aliados, ambos têm boa avaliação dentro do governo, com entregas consideradas positivas e bom relacionamento com a Casa Civil.

Escolha para o STF seguirá prerrogativa presidencial

Outro ponto destacado por auxiliares é que Lula não pretende ceder à pressão do Senado na escolha de um novo nome para o STF. A possibilidade de indicar po senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), defendida por Alcolumbre, foi descartada.

A leitura dentro do governo é que atender a essa demanda significaria abrir mão da prerrogativa constitucional do presidente de indicar ministros da Suprema Corte. Por isso, a tendência é que a decisão seja tomada com calma, após uma análise mais ampla do cenário político.

Próximos passos ainda em avaliação

O presidente já havia considerado a possibilidade de derrota antes da votação e sinalizou que, em caso de revés, seria necessário avaliar cuidadosamente os próximos passos. Auxiliares destacam que Lula evita tomar decisões sob pressão, reforçando a postura de prudência diante do episódio.

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