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Lula não recua e fará nova indicação ao STF

Indicado pelo presidente, Jorge Messias teve o nome rejeitado pelo Senado na quarta-feira

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil)

247 - O presidente Lula decidiu manter o plano de indicar um novo nome ao Supremo Tribunal Federal (STF), mesmo após a rejeição de seu indicado anterior pelo Senado, informa a jornalista Ana Flor, do G1. A expectativa no governo é de que a nova escolha seja anunciada nas próximas semanas.

Em uma reunião com aliados no Palácio do Alvorada, Lula sinalizou que não pretende abrir mão da prerrogativa de indicar um novo ministro para a Corte, ainda que sem pressa imediata.

Rejeição no Senado acende alerta no governo

A decisão de seguir com uma nova indicação ocorre após o Senado Federal rejeitar o nome de Messias, escolhido anteriormente pelo presidente. Segundo relatos de participantes da reunião, Lula afirmou ter recebido a decisão do Congresso com tranquilidade. O próprio Messias esteve presente no encontro.

Apesar do discurso sereno, o resultado da votação gerou preocupação entre aliados. O placar, com apenas 34 votos favoráveis, foi interpretado como um sinal de fragilidade na base governista e indicativo de possíveis traições políticas.

Falhas na articulação política

Durante a reunião, ministros e auxiliares, incluindo integrantes ligados ao Centrão, avaliaram que houve falhas na articulação política no Congresso. De acordo com esses interlocutores, lideranças governistas não conseguiram antecipar o cenário desfavorável no plenário.

Quando ficou evidente que a rejeição poderia ocorrer, ainda durante a sessão, articuladores de partidos aliados tentaram adiar a votação. A iniciativa, no entanto, não foi aceita pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).

Impacto na relação com o Congresso

Outro ponto discutido foi o impacto do episódio na relação do governo com lideranças parlamentares. O nome do senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG) foi mencionado nas conversas como alguém que teria votado contra o indicado.

A avaliação predominante entre os presentes é que o presidente deve agir com rapidez para garantir uma nova indicação ao STF ainda durante o atual mandato.

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