HOME > Brasil

Lula pode aguardar aprovação de PEC para recriar Ministério da Segurança

O presidente defendeu que a mudança só ocorra no momento considerado politicamente adequado

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem sinalizado a aliados que não pretende criar imediatamente o Ministério da Segurança Pública após a saída de Ricardo Lewandowski do comando da área. Em conversas recentes com interlocutores, o chefe do Executivo defendeu que a mudança só ocorra no momento considerado politicamente adequado, evitando decisões apressadas em um setor sensível do governo federal. As informações são do G1.

Lula avalia que a criação da nova pasta deve ser precedida pela aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança. A medida, em discussão no Congresso, é vista pelo Planalto como essencial para garantir instrumentos legais e fontes de financiamento que permitam à futura estrutura atuar de forma efetiva no combate às organizações criminosas.

A avaliação no entorno presidencial é de que antecipar a criação do ministério, sem que a PEC esteja aprovada, poderia gerar expectativas imediatas de resultados que não seriam atendidas no curto prazo. Esse cenário, segundo interlocutores, ampliaria as críticas ao governo em uma área considerada vulnerável da atual administração, especialmente diante da cobrança pública por respostas rápidas no enfrentamento da violência.

Enquanto o presidente decide se mantém o formato atual do ministério ou se avança na reformulação, nomes já começam a ser mencionados como possíveis substitutos de Lewandowski. Entre os mais citados estão o ministro da Educação, Camilo Santana, e Wellington César Lima e Silva, que já ocupou o Ministério da Justiça em gestões anteriores e atualmente integra a Petrobras, após passagem pela Secretaria de Assuntos Jurídicos do governo Lula.

Outro nome lembrado é o do advogado Marco Aurélio Carvalho, coordenador do grupo Prerrogativas e apoiador histórico do presidente. Ele conta com respaldo de setores expressivos do PT, mas, de acordo com interlocutores, estaria fora da disputa neste momento por decisão pessoal, embora continue sendo defendido por aliados próximos ao Palácio do Planalto.

Artigos Relacionados