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Lula: “Trump nos taxou? Não vou ficar chorando. Vou procurar quem compre”

Ao comentar tarifas impostas pelos EUA, Lula diz que governo buscou novos mercados e afirma que o Brasil não ficará refém de decisões externas

Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante cerimônia de assinatura de contratos para construção de navios gaseiros, empurradores e barcaças. Rio Grande (RS) - Brasil (Foto: Ricardo Stuckert/PR)

247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta terça-feira (20), que o Brasil reagiu com diversificação de mercados a tarifas impostas pelos Estados Unidos. A declaração foi feita durante discurso em Rio Grande (RS), no ato de inauguração de 1.276 unidades habitacionais do programa Minha Casa, Minha Vida, quando o presidente abordou o desempenho das exportações e a política comercial do país.

“Ah, o Trump nos taxou? Tudo bem, eu não vou ficar chorando. Eu vou procurar alguém para comprar. Não vou ficar lamentando”, declarou o presidente, ao defender a ampliação de destinos para produtos brasileiros no mercado internacional.

O comentário foi inserido em um trecho do discurso dedicado aos resultados econômicos do atual mandato. Lula afirmou que o país tem ampliado sua presença no comércio exterior e destacou a abertura de novos mercados. “Só nesses três anos, nós abrimos 508 novos mercados para vender os produtos brasileiros”, disse, ao relacionar a estratégia comercial com o crescimento das exportações.

Ainda segundo o presidente, os indicadores econômicos reforçariam a capacidade do Brasil de enfrentar pressões externas. “Eu vou terminar o terceiro ano de mandato com a menor inflação acumulada em quatro anos da história do Brasil”, afirmou. Ele também declarou que o país alcançará “o menor desemprego da história do Brasil” e “o maior crescimento da massa salarial da história desse país”.

A declaração ocorreu durante a agenda presidencial no sul do Rio Grande do Sul, que incluiu a entrega do empreendimento habitacional Junção, financiado com R$ 123,6 milhões do Fundo de Desenvolvimento Social (FDS), com contrapartida do governo estadual. No mesmo evento, Lula mencionou compromissos relacionados à retomada das atividades do porto de Rio Grande.

Ao tratar do cenário internacional, o presidente reforçou que a política externa brasileira seguirá orientada pela busca de alternativas comerciais, sem dependência de um único parceiro, mesmo diante de decisões unilaterais de grandes economias.

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