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Mercado não pode determinar o curso que o jovem deve estudar, diz Lula

Lula defendeu mais participação do Estado na definição de áreas estratégicas e afirmou que as universidades devem atender ao desenvolvimento nacional

Presidente Lula durante anúncio das entregas das quatro novas linhas de luz do CNPEM e lançamento da pedra fundamental do edifício do projeto Arandus. (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta segunda-feira (18) que o Brasil não pode permitir que o mercado determine quais cursos os jovens devem escolher nas universidades. A declaração foi feita durante a inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas, no interior de São Paulo. 

Durante o evento, Lula defendeu maior participação do Estado na definição das áreas estratégicas de formação profissional e afirmou que o desenvolvimento nacional depende de investimentos em ciência, tecnologia e educação.

“O Brasil não pode continuar permitindo que seja o mercado que determine que tipo de curso um jovem ou uma jovem vai fazer na universidade”, disse Lula. “Cabe ao Estado levantar quais profissionais precisamos formar. Não para que a pessoa ganhe dinheiro, mas para que o País evolua e ganhe autonomia.”

Investimentos em ciência e tecnologia

Ao discursar no CNPEM, Lula também ressaltou a importância de ampliar os investimentos públicos em pesquisa científica e inovação tecnológica. Segundo ele, o Brasil precisa compreender o impacto econômico e social de deixar de investir nessas áreas. “Se o País não responder quanto custa não fazer investimentos, jamais terá algo”, afirmou. “É como comprar a prestação, em parcelas que cabem no seu bolso”, completou. 

O presidente ainda criticou o tratamento dado ao Brasil no cenário internacional quando o assunto é pesquisa e inovação. De acordo com Lula, os brasileiros frequentemente são vistos “com desdém” ou “como colonizados” em temas relacionados à tecnologia e à produção científica.

Ampliação do Sirius e inovação no SUS

As quatro novas linhas de luz síncrotron inauguradas no acelerador Sirius devem ampliar a capacidade brasileira de pesquisa em setores considerados estratégicos, como saúde, agricultura, energia, mudanças climáticas, nanotecnologia e novos materiais.

Lula afirmou que investimentos em estruturas científicas de grande porte não devem ser encarados como despesas excessivas, mas como iniciativas capazes de gerar retorno econômico e tecnológico ao País.

Durante o evento, também foi lançada a Pedra Fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, iniciativa coordenada pelo Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O programa tem como objetivo ampliar o desenvolvimento de tecnologias voltadas ao Sistema Único de Saúde (SUS), incluindo biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e novos métodos de diagnóstico. A cerimônia contou com a presença do ministro da Saúde em exercício, Adriano Massuda.

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