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Minha Casa, Minha Vida impulsiona recorde no mercado imobiliário em 2025

Com 453 mil unidades lançadas no ano, setor é impulsionado pelo programa de habitação e mantém ritmo mesmo com juros elevados

Lula (de chapéu) durante entrega de obras no Pará (Foto: Ricardo Stuckert / PR)

247 - O mercado imobiliário brasileiro manteve desempenho robusto em 2025, mesmo em um ambiente de taxas de juros ainda elevadas. Dados apresentados nesta segunda-feira (23) pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) indicam que o setor alcançou o maior volume de lançamentos da série histórica, com forte influência da habitação popular.

No quarto trimestre do ano passado, foram lançadas 133,8 mil unidades residenciais, número 6,4% superior ao verificado no mesmo período do ano anterior. No acumulado de 2025, o total chegou a 453,0 mil unidades, o que representa crescimento de 10,6% na comparação anual.

O conselheiro da CBIC, Celso Petrucci, afirmou que o resultado configura um recorde histórico para o setor. Segundo ele, o avanço foi puxado principalmente pela demanda por imóveis residenciais vinculados ao programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), que respondeu por 52% dos lançamentos e 49% das vendas no período. “É bastante significativo”, declarou.

Em valores, os lançamentos somaram R$ 83,0 bilhões no quarto trimestre, recuo de 3,5% frente ao mesmo intervalo de 2024. No consolidado de 2025, contudo, o montante alcançou R$ 292,3 bilhões, alta de 10,3% na comparação anual.

As vendas totalizaram 109,4 mil unidades entre outubro e dezembro, avanço de 1,9% em relação ao ano anterior. A região Sudeste concentrou a maior parte das negociações no trimestre, com 59,3 mil imóveis comercializados. O Sul registrou 21,8 mil unidades vendidas, seguido pelo Nordeste, com 19,8 mil. No Centro-Oeste foram 5,462 mil unidades e, no Norte, 3,032 mil.

No acumulado de 2025, as vendas atingiram 426,2 mil unidades, crescimento de 5,4% frente ao ano anterior. O Sudeste liderou com 220,0 mil imóveis vendidos, seguido pelo Sul, com 89,7 mil, Nordeste, com 80,1 mil, Centro-Oeste, com 23,5 mil, e Norte, com 12,7 mil unidades comercializadas.

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