Ministro do STJ investigado por assédio deixa hospital em Brasília
Marco Buzzi recebeu alta nesta quarta-feira (18) após quase duas semanas internado; casos seguem sob apuração no CNJ, STF e STJ
247 - O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Marco Buzzi recebeu alta hospitalar nesta quarta-feira (18), após permanecer internado desde o último dia 5 de fevereiro no Hospital DF Star, em Brasília. Não foram divulgadas informações oficiais sobre seu estado de saúde.
A internação ocorreu após o início de investigações envolvendo denúncias de assédio e importunação sexual contra o magistrado. Um dia depois de o STJ decidir instaurar sindicância para apurar a primeira acusação, Buzzi apresentou pedido de licença médica.
O primeiro caso envolve uma jovem de 18 anos. Segundo relatos encaminhados à Corte, o episódio teria ocorrido na casa de praia do ministro, em Santa Catarina, onde a jovem passava férias com os pais e com a família do magistrado. Conforme a denúncia, ele teria tentado agarrá-la à força. O ministro nega as acusações.
Na terça-feira (10), ainda durante a internação, Buzzi solicitou afastamento do cargo por 90 dias, alegando problemas cardíacos. A apuração dos fatos tramita sob sigilo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). O próprio STJ também abriu sindicância interna para examinar os relatos.
Uma segunda denúncia foi apresentada por uma mulher que trabalhou com o ministro e relatou fatos semelhantes aos descritos no primeiro caso. Ambos os procedimentos permanecem sob sigilo no CNJ.
A defesa de Marco Buzzi, conduzida pelos advogados João Costa, João Pedro Mello e Maria Fernanda Saad, afirma que o ministro “não cometeu qualquer ato impróprio”. Em nota, os advogados sustentam que “vazamentos instantâneos de informações sigilosas sobre fatos não verificados são um truque sórdido” e acrescentam que “tribunais, com magistrados experientes e ritos depurados ao longo de séculos, não podem ser substituídos por ‘juízes’ e opiniões inflamadas”.
As investigações seguem em curso nas instâncias competentes.

