“Não nos iludamos, será uma eleição duríssima”, diz Orlando Silva, após Quaest
Deputado avalia liderança de Lula na pesquisa, critica bolsonarismo e defende mobilização social e ampliação de alianças para 2026
247 - O deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) publicou nesta quarta-feira (11) uma análise sobre os resultados da pesquisa Quaest e traçou um panorama político sobre a corrida eleitoral, destacando a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em diferentes cenários e defendendo que o governo amplie a comunicação de suas entregas e aposte em pautas sociais para consolidar apoio popular.
A avaliação foi divulgada em postagem feita pelo parlamentar na rede social X (antigo Twitter), onde Orlando Silva enumerou pontos que considera centrais para a estratégia eleitoral do campo governista e apontou o que vê como fragilidades dos adversários.
Logo no início da mensagem, o deputado afirmou que Lula aparece em posição sólida nos cenários de segundo turno. Segundo ele, "Lula segue firme na liderança, em todos os cenários, nos 2 turnos", e acrescentou que o presidente inicia o processo eleitoral em vantagem por reunir força política e contar com as condições típicas de quem ocupa o cargo. Para Orlando Silva, "o presidente chega à largada com força política e as vantagens da reeleição".
Na sequência, o parlamentar direcionou críticas ao campo bolsonarista, afirmando que esse setor teria concentrado apoio em Flávio Bolsonaro, a quem se referiu com ironia. Orlando Silva escreveu que "o bolsonarismo abraçou Flávio Rachadinha", e avaliou que a chamada terceira via permanece fragmentada. Em sua análise, "a dita 3ª tem mais candidatos do que votos".
O deputado também ressaltou que medidas já adotadas pelo governo federal ainda podem render dividendos políticos, desde que sejam comunicadas com mais intensidade e cheguem à percepção direta da população. Para ele, as entregas do Executivo precisam ser sentidas no cotidiano e citou como exemplo a proposta de isenção do Imposto de Renda. "As entregas do governo são importantes e ainda renderão muito, especialmente a isençãode IR, que precisa ser bem propagandeada e sentida na ponta", afirmou.
Orlando Silva ainda associou o impacto dessa pauta ao período de declaração do imposto, destacando que o tema pode ganhar força no debate público. "Em março, na hora da entrega da declaração para o Leão, muita gente vai agradecer", escreveu.
Apesar disso, ele defendeu que a estratégia política não deve se limitar ao balanço de realizações, mas também incluir um discurso voltado ao futuro e à disputa de projetos. Em sua publicação, afirmou que "também é preciso falar sobre futuro, mobilizar as esperanças e mostrar as diferenças entre os projetos de país".
Dentro desse enfoque, Orlando Silva apontou a redução da jornada de trabalho como uma bandeira que pode marcar a diferenciação entre campos políticos. Ele citou a proposta de encerrar a escala 6 por 1, sem redução salarial, como instrumento de mobilização e de contraste com a extrema-direita. "A pauta do fim da escala 6 x 1, reduzindo a jornada sem redução de salários, mostrará o compromisso de Lula e da esquerda com os trabalhadores", declarou.
No mesmo trecho, o deputado reforçou o tom crítico ao afirmar que a discussão pode expor o que chamou de postura elitista dos adversários. Para ele, a medida "deve escancarar o ódio aos pobres da extrema-direita".
A publicação também abordou a necessidade de articulação política mais ampla. Orlando Silva defendeu que o campo governista deve aproveitar oportunidades para ampliar alianças e evitar perdas internas. "Devemos aproveitar todas as brechas para fortalecer o campo de Lula: ampliar os aliados, atrair apoios de partidos, pedaços de partidos, lideranças regionais e locais, negociar armistícios", escreveu.
Ele acrescentou ainda que o grupo precisa atuar para evitar deserções: "Além de impedir defecções de quem já está conosco. Tudo conta".
Ao concluir sua análise, o deputado alertou que, mesmo com indicadores positivos, a disputa eleitoral tende a ser acirrada. "Não nos iludamos: será uma eleição duríssima. Vamos vencê-la!", finalizou.


