Negacionista, Bolsonaro afirma que o 'Brasil é o País que mais preserva seu meio ambiente'

Além de negar desmatamentos e culpar índios e ONGs por incêndios no País, Jair Bolsonaro afirmou que o "Brasil é o país que mais preserva seu meio ambiente". "A Amazônia é nossa e nós vamos desenvolvê-la, afinal de contas lá existem mais de 20 milhões de brasileiros que não podem ficar desamparados", disse ele em mensagem para marcar o Dia da Amazônia

Jair Bolsonaro, Ricardo Salles e o deputado estadual Frederico d'Avila
Jair Bolsonaro, Ricardo Salles e o deputado estadual Frederico d'Avila (Foto: Reprodução (Facebook))
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247 - Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (5) que o "Brasil é o país que mais preserva seu meio ambiente". "A Amazônia é nossa e nós vamos desenvolvê-la, afinal de contas lá existem mais de 20 milhões de brasileiros que não podem ficar desamparados. Parabéns a todos pelo dia da nossa Amazônia, Amazônia cada vez mais brasileira", acrescentou, em mensagem de vídeo publicada nas suas redes sociais para marcar o Dia da Amazônia.

Em meio a recordes de desmatamento, Bolsonaro culpa indígenas e ONGs pela devastação dos biomas brasileiros. Na quinta-feira (3), ele disse que é preciso "matar esse câncer chamado ONG". Em julho, disse que a Amazônia não pega fogo por ser úmida, e acusou índios de provocarem incêndios. "Pega fogo ali na periferia. E a maioria é o indígena, é o caboclo", acrescentou. 

De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, o atual governo "valoriza o cuidado com as pessoas da Amazônia e com o meio ambiente da Amazônia". "E para isso [temos] as medidas importantes que o senhor tem apoiado: a valorização das pessoas do meio ambiente, da regularização fundiária, do zoneamento econômico ecológico, a bioeconomia e o pagamento pelos serviços ambientais no Programa Floresta+", disse. 

As críticas à gestão de Salles na pasta aumentaram a partir do segundo trimestre deste ano, após a divulgação de conteúdo de um vídeo da reunião ministerial que aconteceu no dia 22 de abril, quando Salles sugeriu que o governo deveria aproveitar a atenção da imprensa voltada à pandemia de Covid-19 para aprovar "reformas infralegais de desregulamentação e simplificação" na área do meio ambiente e "ir passando a boiada".

Um levantamento publicado na semana passada pelo jornal Folha de S.Paulo  em parceria com o Instituto Talanoa mostrou que, entre março e maio deste ano, o governo publicou 195 atos no Diário sobre o meio ambiente. Nos mesmos meses de 2019, foram apenas 16 atos publicados relacionados ao tema, um aumento de 12 vezes.

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