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Núcleo do PT sugere a Lula três nomes para Ministério da Segurança Pública

Setorial do partido defende recriação da pasta e aponta Tarso Genro, Adriana Accorsi e Benedito Mariano para o comando

Brasília (DF) - 24/04/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante cerimônia de sanção de projetos de lei (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O Setorial de Segurança Pública do PT encaminhou uma carta ao presidente nacional do partido, Edinho Silva, com a sugestão de que sejam apresentados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva três nomes de filiados para assumir o comando do eventual Ministério da Segurança Pública. A iniciativa ocorre após o chefe do Executivo sinalizar que a pasta pode ser recriada ainda neste ano, recolocando o tema no centro do debate político e institucional. As informações são da Folha de São Paulo.

O documento é datado de terça-feira (6) e leva a assinatura de Abdael Ambruster, coordenador nacional do Setorial de Segurança Pública do PT. No texto, o grupo propõe que Edinho Silva indique a Lula os nomes do ex-ministro da Justiça e ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro, da deputada federal e delegada de polícia Adriana Accorsi e de Benedito Mariano, ex-ouvidor da Polícia de São Paulo e ex-secretário em diferentes prefeituras administradas pelo PT.

Na carta, o coordenador do setorial sustenta que o campo conservador avançou sobre o debate da segurança pública no país. Segundo o texto, “hoje, a extrema direita, liderada pelo bolsonarismo, deu significado ideológico, mobilizou segmentos significativos das corporações policiais, propôs o armamento da população”. A avaliação aponta para a necessidade de o governo federal retomar protagonismo na formulação de políticas para a área.

O documento defende a articulação de uma estratégia nacional capaz de reorganizar o enfrentamento à violência. A proposta apresentada ao Palácio do Planalto é a de “implementar um pacto nacional capaz de reduzir a violência, enfrentar o crime organizado e viabilizar uma segurança cidadã”, integrando diferentes níveis de governo e instituições do sistema de Justiça.

Ao longo do texto, o setorial do PT também destaca que a segurança pública tende a ocupar posição central na próxima disputa eleitoral. Para o grupo, a recriação do ministério seria uma forma de dar concretude às diretrizes previstas na Proposta de Emenda à Constituição da Segurança Pública, no projeto de lei Antifacção e em novos programas nacionais voltados ao enfrentamento das facções criminosas e da criminalidade comum.

A carta ainda argumenta que a política de segurança deve se apoiar em pilares como inteligência policial, ações preventivas e repressão qualificada. O objetivo, segundo o documento, é “asfixiar as facções criminosas, dentre as quais estão as milícias”, reafirmando uma abordagem que combine coordenação institucional e foco estratégico no combate ao crime organizado.

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