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Paulo Nogueira: Brasil encara escolha entre Tiradentes e Joaquim Silvério dos Reis

Economista cita figuras da Inconfidência Mineira para explicar divisões no país

Paulo Nogueira Batista Júnior (Foto: Reprodução Youtube)

247 - O economista Paulo Nogueira Batista Jr. relembrou nesta terça-feira (21), por ocasião do feriado de Tiradentes, a célebre citação do advogado Barbosa Lima Sobrinho para traçar um paralelo entre a história do Brasil e as disputas políticas contemporâneas. Ao evocar as figuras de Tiradentes e Joaquim Silvério dos Reis, Batista Jr. resgata um episódio central da história colonial brasileira, a Inconfidência Mineira. 

Tiradentes, cujo nome era Joaquim José da Silva Xavier, foi um dos principais líderes do movimento que buscava a independência do Brasil em relação a Portugal e acabou condenado à morte pela Coroa em 1792, tornando-se símbolo de resistência e luta pela soberania nacional. Já Joaquim Silvério dos Reis, participante da conspiração, denunciou o plano às autoridades coloniais em troca de benefícios, contribuindo decisivamente para a repressão do levante e sendo historicamente associado à traição.

Ao retomar esses personagens, Batista Jr. reforça a ideia de uma divisão simbólica entre aqueles comprometidos com a soberania nacional e os que, segundo essa leitura, atuam para enfraquecê-la. Ele amplia essa interpretação para diferentes esferas — da cultura à política e à diplomacia —, sugerindo que essa clivagem histórica permanece presente no país e segue influenciando o comportamento de diversos atores institucionais e econômicos.

Ele escreveu na rede X: 

"Barbosa Lima Sobrinho uma vez disse que no Brasil só há dois partidos: o partido de Tiradentes e o partido de Joaquim Silvério dos Reis (o traidor da Inconfidência Mineira) - isto é, o partido dos que defendem a soberania brasileira e o partido daqueles que a solapam sistematicamente. 

No partido de Tiradentes, do ponto de vista cultural, podemos destacar Nelson Rodrigues, Ariano Suassuna, Oswald de Andrade, Portinari, entre muitos outros. No plano político, Getúlio Vargas, JK, Leonel Brizola e, em menor medida, Lula. No Itamaraty, meu pai, Ítalo Zappa, Samuel Pinheiro Guimarães, entre outros. 

O partido de Joaquim Silveira dos Reis, o dos entreguistas, é muito forte e está em toda parte.  No sistema financeiro, nos partidos políticos de direita, notadamente os bolsonaristas, na mídia tradicional, no lobby sionista e até mesmo no PT e dentro do governo Lula". 

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