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Pesquisa Quaest acende ‘sinal amarelo’ na campanha de Flávio Bolsonaro

Levantamento mostra crescimento da vantagem de Lula e reforça preocupação de aliados de Flávio Bolsonaro com desgaste provocado por temas recentes

Flávio Bolsonaro (Foto: Andressa Anholete/Agência Senado)
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247 - A mais recente pesquisa Genial/Quaest para a disputa presidencial de 2026 acendeu um sinal de alerta entre aliados de Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, divulgado nesta quarta-feira (10), mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à frente em um eventual segundo turno, ampliando a vantagem sobre o senador e pré-candidato da oposição. As informações são do jornalista Gerson Camarotti, do G1.

lideranças da oposição avaliam que o resultado da pesquisa reflete o impacto de episódios recentes que colocaram Flávio Bolsonaro sob pressão durante a pré-campanha.

De acordo com um parlamentar que integra o núcleo da campanha do senador, dois temas específicos já vinham sendo acompanhados com preocupação pelos estrategistas da oposição devido ao potencial de gerar desgaste político.

“Internamente, esses dois temas já preocupavam pelo potencial de uma agenda negativa. Os episódios deixaram Flávio na defensiva. E a pesquisa reflete esse momento mais difícil da campanha. Temos que mudar a agenda para reverter esta situação”, afirmou o parlamentar ao blog.

A pesquisa é a primeira divulgada pela Quaest após a repercussão dos diálogos envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro, que foi preso sob acusação de fraudes, além das discussões relacionadas às medidas tarifárias anunciadas pelos Estados Unidos que afetam o Brasil.

Apesar da preocupação com o cenário atual, integrantes do Partido Liberal avaliam que o levantamento também revela um ponto considerado positivo para a candidatura de Flávio Bolsonaro. Em um dos cenários testados para o primeiro turno, o senador aparece com 29% das intenções de voto, enquanto Lula registra 39%.

Para aliados, esses números demonstram a existência de uma base eleitoral consolidada, capaz de garantir a presença do parlamentar em uma eventual segunda etapa da disputa.

“Isso garante Flávio no segundo turno com folga. Mas o desafio será reduzir a rejeição”, afirmou outro interlocutor ligado à campanha.

No cenário de segundo turno, a pesquisa Quaest aponta Lula com 44% das intenções de voto, contra 38% de Flávio Bolsonaro, ampliando a vantagem do atual presidente da República.

O levantamento também investigou a percepção dos eleitores sobre a polêmica envolvendo as tarifas norte-americanas. Segundo os dados, 47% dos entrevistados afirmaram concordar mais com a versão apresentada por Lula, que acusa Flávio Bolsonaro de ter solicitado o novo pacote tarifário dos Estados Unidos contra o Brasil.

Por outro lado, 35% disseram concordar mais com a explicação de Flávio Bolsonaro, que sustenta ter pedido ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que não aplicasse novas tarifas ao país. Outros 18% declararam não saber ou preferiram não responder.

Tanto integrantes do governo federal quanto representantes da oposição avaliam que os números apresentados pela pesquisa são compatíveis com o debate político que vem sendo travado nas últimas semanas. O resultado reforça a percepção de que a campanha de Flávio Bolsonaro enfrenta o desafio de interromper uma sequência de notícias negativas e reconstruir sua narrativa para reduzir a vantagem de Lula na corrida presidencial de 2026.

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