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Pesquisa Quaest anima campanha de Lula, mas equipe defende cautela

Aliados veem impacto do caso Master sobre Flávio Bolsonaro, mas avaliam que disputa de 2026 seguirá apertada

Luiz Inácio Lula da Silva (Foto: Ricardo Stuckert/PR)
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247 - A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) animou a campanha do presidente Lula (PT) ao indicar vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em uma simulação de segundo turno, mas aliados defendem cautela e avaliam que a disputa de 2026 seguirá apertada, relata o jornal O Globo.

Integrantes da pré-campanha à reeleição do presidente interpretaram o levantamento como um sinal de melhora no ambiente político para o governo. O principal ponto destacado pela equipe é a queda de Flávio Bolsonaro após a revelação de sua relação com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, em episódios ligados à produção do filme “Dark Horse”, uma cinebiografia de Jair Bolsonaro (PL).

O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou que a pesquisa confirma uma percepção já identificada por aliados do presidente no debate público e nas redes sociais. “A pesquisa captura um sentimento que percebemos nas ruas e nas redes de crescimento da aprovação do governo, consolidação do presidente Lula na preferência dos eleitores e uma queda consistente do filho de Bolsonaro”, disse Valadares.

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Apesar da avaliação positiva, a campanha de Lula evita tratar o resultado como sinal de enfraquecimento definitivo do adversário. Aliados do presidente comemoraram a vantagem, mas não apostam em um derretimento de Flávio Bolsonaro. A leitura interna é que a eleição tende a ser competitiva e que o cenário ainda exige cautela.

Segundo a Genial/Quaest, Lula aparece com 44% das intenções de voto contra 38% de Flávio Bolsonaro em uma eventual disputa de segundo turno. O resultado representa uma mudança em relação a abril, quando o senador aparecia dois pontos à frente do presidente nas simulações.

Para a equipe de Lula, a virada no quadro eleitoral pode estar relacionada à repercussão do caso envolvendo o Banco Master. Antes da divulgação dos diálogos entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, o senador tinha vantagem sobre o presidente. Agora, Lula passou a liderar por seis pontos.

O levantamento também trouxe dados considerados favoráveis pelo núcleo político do governo. A aprovação da gestão Lula subiu de 43%, em abril, para 47% na pesquisa mais recente. A desaprovação caiu de 52% para 48% no mesmo período. Ainda assim, a desaprovação continua numericamente acima da aprovação, o que reforça a avaliação de cautela entre os aliados.

A pesquisa anterior, divulgada em maio, já havia apontado um movimento de melhora para o governo, com a desaprovação voltando a empatar com a aprovação. No levantamento atual, a avaliação negativa da gestão Lula marcou 38%, em leve oscilação em relação aos 39% registrados em maio. A avaliação positiva permaneceu em 34%, enquanto 26% consideram o governo regular. Na pesquisa anterior, esse grupo era de 25%.

A melhora na percepção sobre o governo também foi associada ao anúncio do Novo Desenrola, programa de renegociação de dívidas, e ao encontro entre Lula e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, realizado na semana anterior à divulgação da pesquisa.

A Genial/Quaest ouviu 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. O levantamento tem nível de confiança de 95% e foi registrado junto à Justiça Federal sob o número BR-07661/2026.

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