PF avalia prisão preventiva de Vorcaro caso comprove financiamento de ataques ao Banco Central
O empresário teria bancado campanhas de desinformação contra agentes da entidade monetária para interferir nas investigações contra o Master
247 - A Polícia Federal avalia a prisão preventiva de Daniel Vorcaro caso consiga provar que ele financiou influenciadores para atacar o Banco Central, informa a jornalista Daniela Lima, do UOL. O caso envolve a suspeita de que recursos ligados a Vorcaro bancaram campanhas de desinformação contra agentes da autoridade monetária, o que pode ser enquadrado como coação com o objetivo de interferir nas investigações contra o Banco Master..
As publicações analisadas até agora teriam como objetivo desacreditar o órgão regulador, atribuindo-lhe responsabilidade indevida no processo de liquidação da instituição financeira. Para os investigadores, esse tipo de ataque pode configurar o crime de difamação, ao atingir a reputação de um órgão técnico responsável pela supervisão do sistema financeiro nacional.
Além da difamação, a apuração também avalia a possibilidade de obstrução de justiça. Nesse caso, o foco da investigação é verificar se houve tentativa de influenciar o Poder Judiciário por meio da descredibilização do Banco Central, com o objetivo de interferir no curso das investigações criminais.
Com base no artigo 2º da Lei de Organizações Criminosas, a tentativa de impedir ou embaraçar investigações pode ser punida com reclusão de três a oito anos, além de multa, mesmo quando a ação não alcança o resultado pretendido.
Em nota, a defesa de Daniel Vorcaro afirma que “ele não tem em qualquer com a contratação ou difusão de fake news, tampouco com campanhas digitais de difamação contra autoridade pública. Ao contrário, sua defesa tem reiterado que Vorcaro é alvo de campanha difamatória e de disseminação orquestrada e sistemática de informações falsas que vêm prejudicando sua reputação nos últimos meses, muito antes da liquidação do Banco Master”.


