PGR vai agir para barrar infiltração de facções e deepfakes nas eleições, diz Gonet
Procurador-geral afirma que a democracia não pode sofrer intromissão de ações criminosas
247 - O procurador-geral da República, Paulo Gonet, afirmou que a infiltração de facções criminosas no processo eleitoral está entre as maiores preocupações das autoridades brasileiras neste ano. Segundo Gonet, a Procuradoria-Geral da República (PGR) dará prioridade ao enfrentamento da influência de organizações criminosas sobre as eleições, com foco na preservação da livre disputa política e da integridade do sistema democrático. A declaração, segundo a Folha de São Paulo, foi feita durante entrevista ao EsferaCast, videocast da Esfera Brasil, nesta sexta-feira (12)
Combate à influência criminosa nas campanhas
Ao comentar os desafios para o processo eleitoral, Gonet destacou a necessidade de impedir que grupos criminosos interfiram na atuação de candidatos e eleitores.
“Um fator importante é prevenir a intrusão das facções e organizações criminosas no ambiente eleitoral. Temos de verificar onde acontecem, quais são os riscos e punir abusos do poder político e econômico, ou situações como a de uma facção que não permite que candidatos ingressem em um território público para fazer campanha. Isso não pode acontecer”, afirmou.
Defesa da democracia e das instituições
Durante a entrevista, Gonet também defendeu uma atuação firme do Estado para impedir o fortalecimento de estruturas paralelas de poder controladas pelo crime organizado. “O Estado brasileiro não pode conviver com Estados paralelos, montados e dirigidos por organizações criminosas. E deve assegurar que os mecanismos democráticos sejam efetivamente utilizados e desempenhados sem a intromissão do fator criminoso”, declarou.
A avaliação do chefe da PGR é que a proteção das instituições democráticas depende da garantia de que o processo eleitoral ocorra sem interferências ilegais e sob plena autoridade do Estado.
Deepfakes entram no radar da PGR
Outro tema abordado por Paulo Gonet foi o uso da inteligência artificial nas campanhas eleitorais. O procurador-geral afirmou que os casos serão analisados individualmente, mas ressaltou que a atuação das autoridades deverá ser imediata diante de indícios de manipulação digital.
“Será caso a caso. Teremos de ter alguns parâmetros abstratos e seguir confrontando os casos com esses parâmetros. É claro que quando houver indício de deep fake, teremos de atuar de modo imediato”, disse.



