PL deve assumir a Comissão de Minas e Energia em 2026
Acordo entre líderes indica Joaquim Passarinho na presidência do colegiado
247 - Após um acordo fechado entre líderes partidários em reunião realizada na quarta-feira (28), a Comissão de Minas e Energia (CME) da Câmara dos Deputados deverá ser presidida pelo Partido Liberal (PL) em 2026. A articulação prevê que o comando do colegiado fique com o deputado Joaquim Passarinho (PL-PA), integrante da oposição ao governo federal.
O entendimento entre as siglas envolvidas vinha sendo construído desde o ano passado e resultou em um rearranjo na distribuição das presidências das comissões permanentes. Pelo acerto, o PSD — partido do ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e que atualmente dirige a CME — deixará o comando do colegiado e assumirá a presidência da Comissão de Agricultura, que esteve sob responsabilidade do PL no último ano.
A troca entre as duas legendas integra uma negociação mais ampla no Parlamento. Com exceção da Comissão de Minas e Energia e da Comissão de Agricultura, a tendência é que as demais comissões permanentes da Câmara mantenham suas presidências sob os partidos que atualmente as comandam.
Interlocutores relataram que o PL já tinha preferência pela escolha da CME em 2025 e pretendia indicar Joaquim Passarinho para a presidência naquele momento. No entanto, a legenda acabou abrindo mão do posto em favor do PSD, em uma articulação conduzida com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB). Como resultado, o deputado Diego Andrade (PSD-MG) foi escolhido para comandar a comissão.
Como parte do acordo entre as lideranças partidárias, ficou estabelecido que haveria a alternância no ano seguinte, garantindo ao PL a presidência da CME em 2026, com Passarinho à frente do colegiado. A expectativa no Congresso é de que as comissões permanentes comecem a ser instaladas já na primeira semana após o recesso parlamentar.
O retorno das atividades legislativas está previsto para a segunda-feira (2), quando deve ter início o processo de formalização das novas composições e dos comandos das comissões na Câmara.


