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Policiais federais entram em estado de greve e podem paralisar atividades na próxima semana

Categoria pressiona governo e não descarta paralisação de operações e atendimentos

Agentes da Polícia Federal (Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil)

247 - A Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) aprovou a deflagração de estado de greve após três dias de assembleia, intensificando a pressão sobre o governo federal por melhorias nas condições de trabalho e remuneração. A decisão abre caminho para uma possível paralisação de atividades essenciais já a partir da próxima semana.

Segundo a coluna Painel, da Folha de São Paulo, o movimento reúne diferentes segmentos da corporação, incluindo agentes, escrivães, delegados, peritos e servidores administrativos. A mobilização ocorre em meio à insatisfação com a ausência de avanços nas negociações com o Palácio do Planalto.

Categoria cobra reajuste e valorização

Entre as principais reivindicações está o reajuste salarial e a valorização profissional. Um agente ouvido sob reserva afirmou que “o patamar remuneratório atual é muito injusto”, refletindo o descontentamento interno com a atual estrutura de salários.

Além disso, policiais apontam o aumento de atribuições nos últimos anos como fator de desgaste. Um dos exemplos citados é o registro de CACs (colecionadores, atiradores e caçadores), função que antes era de responsabilidade do Exército.

Críticas à falta de medidas concretas

A categoria também demonstra frustração com a falta de implementação do Funcoc (Fundo de Combate às Organizações Criminosas), anunciado no ano passado pelo então ministro da Justiça, Ricardo Lewandowski. O fundo, segundo relatos, ainda não saiu do papel e não é considerado suficiente para resolver os problemas enfrentados.

Até o momento, o governo federal não apresentou resposta considerada satisfatória às demandas da corporação, o que contribui para o avanço do movimento.

Impactos e mobilizações

Com o estado de greve aprovado, policiais federais não descartam a realização de atos públicos para ampliar a visibilidade das reivindicações. A avaliação interna é que a mobilização pode expor fragilidades na atuação governamental no combate ao crime organizado.

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