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Preço da gasolina e do diesel no Brasil amplia janela para importação, diz Abicom

Associação diz que preços internos acima da paridade internacional criam oportunidade para importadores de combustíveis

Abastecimento de veículo em posto de gasolina - 18/04/2013 (Foto: Beawiharta Beawiharta/Reuters)

247 - Os preços praticados no mercado brasileiro de gasolina e diesel seguem acima das referências internacionais, criando um cenário favorável para a importação de combustíveis. A avaliação considera a recente trajetória de queda do petróleo no mercado global e a valorização do real frente ao dólar, fatores que ampliaram a diferença entre os valores internos e externos.

A análise foi divulgada pela Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). De acordo com a entidade, a gasolina permanece com preços acima da paridade internacional há 49 dias consecutivos. O combustível teve seu último reajuste para baixo em outubro do ano passado. Já o diesel, que não sofre alteração de preços pela Petrobras há 246 dias, apresenta há oito dias condições consideradas atrativas para a importação.

Em comunicado, a Abicom destacou que “com a redução no câmbio acompanhada pelos preços de referência da gasolina e do óleo diesel no mercado internacional no fechamento do dia útil anterior, o cenário médio de preços está acima da paridade para a gasolina e para o óleo diesel”.

Na média nacional, a diferença em relação aos preços externos chega a 12% no caso da gasolina e a 5% no diesel. As variações, no entanto, não são homogêneas e mudam conforme a região e o polo de suprimento.

A Refinaria de Mataripe, na Bahia, única refinaria privada de grande porte em operação no país e responsável por cerca de 14% do mercado, registra as menores defasagens. Nessa unidade, o diesel é comercializado 6% acima do preço internacional, enquanto a gasolina apresenta diferença de 9%.

No polo de importação de Itacoatiara, no Amazonas, atendido pela empresa privada Atem, a gasolina está 16% mais cara do que no exterior, e o diesel apresenta sobrepreço de 8%. Já entre os polos abastecidos pela Petrobras, o Porto de Suape, em Pernambuco, se destaca com a gasolina 14% acima da referência internacional e o diesel 5% mais caro.

Considerando a média das refinarias da estatal, a Abicom calcula que a gasolina é vendida no Brasil com um valor 13% superior ao praticado no mercado externo, enquanto o diesel mantém diferença de 5%.

Para que os preços internos se alinhem à paridade internacional, a associação estima que seria possível uma redução de aproximadamente R$ 0,34 por litro na gasolina e de cerca de R$ 0,17 por litro no diesel. O cenário reforça, segundo os importadores, a competitividade das compras externas diante da atual política de preços adotada no mercado doméstico.

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