Presidente do Republicanos diz que apoio da direita a Flávio não está certo
Marcos Pereira afirma que campo conservador está dividido e cita possíveis candidaturas de Caiado, Zema e Ratinho Jr
247 - O presidente nacional do Republicanos, deputado federal Marcos Pereira (Republicanos-SP), afirmou que ainda não há definição sobre um apoio unificado da direita à pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República. Segundo ele, o campo conservador segue fragmentado, com diferentes lideranças sinalizando interesse em disputar o Palácio do Planalto. As informações são do Metrópoles.
Marcos Pereira avaliou que o cenário eleitoral permanece aberto e distante de um consenso em torno do nome de Flávio Bolsonaro. “Quando você diz que a direita fecha com o Bolsonaro, com o Flávio Bolsonaro, não está tudo certo ainda. O Caiado, o governador de Goiás, tem dito que vai ser candidato, o Romeu Zema, de Minas, tem dito que vai ser candidato, o Ratinho está sinalizando que pode ser candidato. Eu acho que ainda não está fechado; pelo contrário, está dividido”, afirmou o dirigente partidário.
A declaração ocorre em meio a um ambiente de tensão entre lideranças da direita e partidos do chamado Centrão. Nos últimos dias, figuras ligadas ao Partido Liberal, como o líder da sigla na Câmara, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), e o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), intensificaram críticas ao Republicanos e ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP).
Na semana anterior, Sóstenes Cavalcante declarou que Tarcísio não seria o herdeiro político do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para a disputa presidencial e cobrou uma manifestação pública de apoio do governador paulista à pré-candidatura de Flávio Bolsonaro. Apesar das articulações, o senador tem, até o momento, apenas o respaldo formal de seu próprio partido, o PL, embora já tenha afirmado que pretende buscar apoio do Centrão nos próximos meses para fortalecer seu projeto eleitoral.
Marcos Pereira também reagiu a declarações feitas por Eduardo Bolsonaro sobre o governador de São Paulo. O ex-deputado afirmou: “O Tarcísio até ontem era um servidor público, um desconhecido da sociedade. Ganhou notoriedade sendo ministro da Infraestrutura e, depois, foi eleito em São Paulo graças ao presidente Jair Bolsonaro. Ele não tem a opção de ir contra o Bolsonaro”.
Em resposta, o presidente do Republicanos classificou a fala como inadequada e elevou o tom da crítica. “Achei uma fala extremamente deselegante e arrogante. Ele disse que Tarcísio é apenas um servidor público, e ele também é apenas um escrivão da Polícia Federal fugitivo, está foragido nos Estados Unidos”, declarou Marcos Pereira.


