Prisão de ex-presidente do BRB reforça distância do caso Master do governo Lula, avalia Planalto
Auxiliares de Lula destacam responsabilidade de outros governos e órgãos, como o Banco Central, à época comandado por Roberto Campos Neto
247 - A prisão do ex-presidente do Banco de Brasília (BRB) Paulo Henrique Costa é vista pelo governo Lula (PT) como evidência de seu distanciamento do chamado ‘Caso Master’ e deve reduzir os impactos políticos da crise, que já vinha afetando a imagem do Planalto e do próprio presidente. As informações são da jornalista Milena Teixeira, do Metrópoles.
Auxiliares do presidente passaram a agir rapidamente após pesquisas indicarem desgaste na percepção pública. A movimentação inclui ações de comunicação para destacar a responsabilidade de outras gestões e órgãos sobre o caso.
O governo busca destacar a relação do episódio com o ex-presidente do Banco Central Roberto Campos Neto. No Planalto, a avaliação é de que falhas na supervisão permitiram a ocorrência das irregularidades, sem ações efetivas para contê-las.
Com a prisão de Paulo Henrique Costa pela Polícia Federal, o governo abriu uma nova frente de atuação. Em articulação com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, foi organizada uma coletiva de imprensa para tratar do caso, com apresentação do ministro da Justiça, Wellington Cesar, sob orientação da Secretaria de Comunicação Social (Secom), comandada por Sidônio Palmeira.
A estratégia segue o padrão adotado em episódios recentes, como na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS. A ideia central é posicionar o governo como agente fiscalizador, que atua para investigar e punir eventuais irregularidades.
Paulo Henrique Costa esteve à frente do BRB por mais de seis anos, entre fevereiro de 2019 e novembro de 2025. Durante sua gestão, o banco adquiriu ativos considerados problemáticos do Banco Master, instituição ligada ao empresário Daniel Vorcaro, ponto que passou a integrar as investigações.
Com formação em administração de empresas e especializações na área financeira no exterior, Costa acumula mais de duas décadas de experiência no mercado. Antes de assumir o comando do BRB, ocupava o cargo de vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal.


