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"PSD vai definir candidato ao Planalto até 15 de abril", diz Kassab

Partido tem como pré-candidatos os governadores Ronaldo Caiado, Ratinho Júnior e Eduardo Leite

O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab (Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil)

247 - O presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, afirmou que a legenda definirá até 15 de abril quem será o seu candidato à Presidência da República. Segundo ele, o processo de escolha envolverá mais do que o desempenho nas pesquisas eleitorais e levará em conta uma análise política ampla do cenário nacional. Os nomes considerados pelo partido são os dos governadores Ronaldo Caiado, de Goiás; Ratinho Júnior, do Paraná; e Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul. As informações são do Metrópoles

Prazo e critérios para escolha do candidato

Kassab destacou que as pesquisas de intenção de voto terão peso no processo decisório, mas não serão determinantes. Segundo ele, os levantamentos refletem momentos específicos da conjuntura política e precisam ser analisados em conjunto com outros fatores.

“As pesquisas também são importantes, mas elas sempre refletem o dia. Tem um aspecto de avaliação política também, que é algo muito sensível e que precisa sempre ser feita porque ela prevalece em relação às pesquisas. Porém, as pesquisas pesam e são parte integrante desta avaliação. O nosso esforço será para que até 15 de abril a gente possa definir”, afirmou.

Entre os nomes citados, Ronaldo Caiado é o mais recente a ingressar no PSD. O governador de Goiás se filiou ao partido há menos de uma semana, após deixar o União Brasil, legenda que não definiu candidatura própria ao Palácio do Planalto.

Alianças regionais e estratégia nacional

Durante a conversa com a imprensa, Kassab também ressaltou que o PSD manterá liberdade para firmar alianças regionais, independentemente de quem venha a ser o candidato presidencial da sigla. Segundo ele, os acordos estaduais serão respeitados mesmo quando envolverem partidos adversários no plano nacional, como o Partido dos Trabalhadores (PT).

No Rio de Janeiro, Kassab citou o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a Eduardo Paes, filiado ao PSD, para o governo estadual. Já em São Paulo, o partido deverá apoiar a reeleição do governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, apesar de o chefe do Executivo paulista declarar apoio ao senador Flávio Bolsonaro, do PL do Rio de Janeiro, para a disputa presidencial.

“Eu vou apoiar o meu candidato, e o Tarcísio vai apoiar o Flávio. Não é diferente no Rio de Janeiro, onde o presidente Lula quer apoiar o Eduardo Paes. Enquanto nós tivermos no Brasil a coligação majoritária, e ela ainda é permitida, sempre haverá essa situação em um estado ou outro. É natural e desde que eu participo das eleições acontece isso, cruzamento de candidaturas”, disse Kassab.

Possível composição de chapa em São Paulo

Kassab também comentou o cenário político em São Paulo e não descartou a possibilidade de integrar uma eventual chapa de reeleição de Tarcísio de Freitas como candidato a vice-governador. Atualmente, o cargo é ocupado por Felício Ramuth.

“A vice, assim como os candidatos ao Senado, ele que vai coordenar. É evidente que o partido vai participar da chapa majoritária, mas, sob o comando dele, ele terá, com certeza, a liberdade de fazer essa escolha”, afirmou, ao classificar a hipótese como um “grande privilégio”, caso seja convidado.

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