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"PT não vai fazer coro com nenhum oportunismo autoritário", afirma Edinho Silva sobre "ataques" ao STF

Presidente do PT rejeita pré-julgamentos e diz que partido é favorável à apuração das denúncias envolvendo o Banco Master

Edinho Silva (Foto: Evandro Macedo / LIDE)

247 - O presidente do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, criticou neste domingo (15) o que classificou como "ataque" a ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) após a saída de Dias Toffoli da relatoria do caso do Banco Master. Em declaração ao jornal O Globo, o dirigente afirmou que a legenda é favorável à apuração das denúncias envolvendo o banco, mas não apoiará "pré-julgamento e linchamento de ninguém" e que "o PT não vai fazer coro com nenhum oportunismo autoritário".

Ao comentar o cenário político, Edinho complementou: "Por mais que seja urgente uma profunda reforma nas instituições brasileiras, reforma político-eleitoral, nosso atual modelo de democracia representativa está carcomido, é urgente também uma reforma no poder Judiciário, mas essa necessidade não pode ser confundida com nenhum movimento fascista, organizado, que busca enfraquecer as instituições que sustentam o regime democrático".

Crítica a "ataques" sem direito de defesa

O dirigente classificou os acontecimentos recentes como "ataque" ao STF. Ele também afirmou: "Temos que apurar todas as denúncias, mas esse ataque aos ministros do STF, sem o direito de defesa, enfraquece o Judiciário, alimenta o sentimento antissistema e pavimenta o caminho do autoritarismo".

A controvérsia ocorre após ministros do STF decidirem retirar Toffoli da relatoria do caso do Banco Master. Informações divulgadas pela imprensa trouxeram relatos sobre supostas falas atribuídas a magistrados durante reunião interna. De acordo com reportagens, ministros ficaram indignados com oas notícias sobre vazamentos do encontro. Um magistrado teria classificado a divulgação das conversas reservadas como "coisa de moleque".

Segundo integrantes do STF, participaram da reunião apenas os dez ministros que atualmente compõem o tribunal. Magistrados avaliam que o vazamento agravou um ambiente já marcado por desconfianças internas. Nesta semana, a Polícia Federal entregou ao presidente do STF, Edson Fachin, relatório pericial sobre o celular de Daniel Vorcaro, controlador do Banco Master. O material teria identificado menções ao nome de Toffoli em mensagens analisadas.

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