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"Quem defende ditadura não devia nem ser candidato", diz Alckmin em indireta a Flávio Bolsonaro

Vice-presidente afirma que eleições permitirão comparar democracia e autoritarismo no Brasil

O vice-preisdente Geraldo Alckmin (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

247 - O vice-presidente Geraldo Alckmin criticou a defesa de regimes autoritários ao comentar o cenário das eleições de 2026 e afirmou que o processo eleitoral permitirá comparar democracia e autoritarismo no Brasil. A declaração foi feita durante encontro com jornalistas, em meio à sua saída do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

De acordo com o G1, Alckmin relacionou a crítica ao pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e destacou que o debate eleitoral deve evidenciar diferenças entre modelos de governo. “O que vai valer mesmo é depois que começa a campanha eleitoral. Vai poder comparar governos. Democracia, nós salvamos a democracia, versus ditadura, autoritarismo. Quem defende ditadura não devia nem ser candidato. Se não acreditar no povo, por que disputar?”, afirmou.

Pesquisas e cenário eleitoral

Ao comentar levantamentos que indicam vantagem de adversários sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Alckmin relativizou os dados e afirmou que “pesquisa é momento". Segundo ele, o cenário tende a mudar com o início da campanha, quando os eleitores poderão comparar gestões e propostas de forma mais ampla.

Multipartidarismo e governabilidade

O vice-presidente também avaliou a pré-candidatura de Ronaldo Caiado à Presidência pelo PSD, classificando como natural o grande número de candidatos no país. Ele destacou, porém, que o excesso de partidos dificulta a governabilidade.

“Diferente de outros países, que têm cinco ou seis partidos, temos mais de 30. É natural que tenha mais candidatos, não vejo problema nisso. É natural que, no futuro, venhamos reduzindo o número de partidos. Há um multipartidarismo exagerado, com a cláusula de barreira, ir limitando um pouco o número de partidos. Dificulta a governabilidade, tem de ter menos partidos”, disse.

Pré-candidatura com Lula

Alckmin afirmou que ficou honrado com o anúncio feito por Lula sobre sua pré-candidatura à Vice-Presidência, durante reunião ministerial. Ele destacou que a decisão reflete o compromisso com a vida pública.

“A gente, na vida pública, muitas vezes não escolhe como servir. É a vida pública que escolhe a maneira de melhor servir. Lula disse pra eu escolher. Pra mim, estava encaminhado. Ele não falou que ia falar na reunião com ministros, mas me senti honrado”, declarou.

Tom da campanha

Ao final, o vice-presidente ressaltou o espírito com que pretende conduzir a disputa eleitoral. “Vamos suar a camisa. Não vejo como mata-mata ou corrida de cavalo. Uma campanha é um ato de amor, amor ao país, amor ao povo”, concluiu.

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