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Reforma agrária é base para paz e segurança alimentar, diz Paulo Teixeira

Ministro defende distribuição de terras e fortalecimento da agricultura familiar em conferência internacional na Colômbia

Brasília (DF) 20/01/2026 - O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, participa do programa Bom Dia, Ministro. (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agênc)

247 - A reforma agrária foi apresentada como eixo central para a construção da paz social e para o enfrentamento da insegurança alimentar durante a 2ª Conferência Internacional sobre Reforma Agrária e Desenvolvimento Rural (ICARRD+20), realizada em Cartagena, na Colômbia. O ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, abriu o encontro nesta terça-feira (24), com a presença de representantes de mais de 100 países.

O evento, que marca os 20 anos da conferência histórica ocorrida em Porto Alegre, em 2006, reúne lideranças políticas, movimentos sociais e organismos internacionais sob o lema “Terra para trabalhar, terra para comer, terra para a vida”.

Ao representar o Governo Federal, Paulo Teixeira ressaltou o papel do Brasil no debate global sobre acesso à terra e desenvolvimento rural. Ele relembrou o massacre de Eldorado do Carajás e afirmou que a atual política agrária brasileira está orientada para a reparação histórica e o estímulo à produção. “Para o governo brasileiro, a reforma agrária é a justa distribuição da terra, a defesa do território e das populações tradicionais, o fortalecimento da agricultura familiar e o combate aos agrotóxicos”, afirmou.

O ministro também enfatizou que o Estado brasileiro tem posição definida nos conflitos agrários. “O governo brasileiro não se põe neutro, tem um lado e é o do agricultor familiar que está lutando pela manutenção da sua terra”, declarou, diante de representantes de povos indígenas, camponeses, pescadores e entidades internacionais.

Ao lado de Teixeira, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, associou a reforma agrária à estabilidade econômica e ao controle dos preços dos alimentos. Segundo ele, ampliar a produção é essencial para conter a inflação. “A única maneira de barrar a inflação de um país como o nosso é produzindo mais alimentos. E, para isso, o campesino precisa de terra, crédito e assistência técnica”, defendeu Petro.

Além das discussões sobre acesso à terra, a ICARRD+20 debate temas como sucessão rural para a juventude, autonomia das mulheres no campo, enfrentamento da crise climática e garantia da segurança alimentar global. Paulo Teixeira propôs que a próxima edição do encontro seja realizada no Brasil, dentro de dois anos, com o objetivo de acompanhar metas relacionadas à desconcentração fundiária e às políticas ambientais.

A conferência segue até 28 de fevereiro, consolidando-se como espaço de articulação internacional em torno de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento rural sustentável e à ampliação do acesso à terra como instrumento de justiça social.

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