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Representante comercial dos EUA diz a Mauro Vieira que novas tarifas ainda não estão valendo

Representante comercial dos EUA diz a Mauro Vieira que medidas contra o Brasil seguem em fase de análise e negociação

Jamieson Greer e Mauro Vieira (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
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247 - O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, disse ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, que as novas tarifas propostas contra o Brasil ainda não estão em vigor e que Washington mantém disposição para dialogar, durante um rápido encontro nesta quarta-feira (12), em Paris, à margem de plenária da OCDE.

Mauro Vieira e Greer, que é representante comercial da Casa Branca, se encontraram rapidamente antes de um dos painéis da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico. Greer se aproximou do ministro brasileiro para cumprimentá-lo e afirmou que mantém diálogo com o Brasil, que há um contato fluido entre os dois lados e que pretende dar continuidade às conversas.

Vieira respondeu que a disposição do Brasil é a mesma. O ministro também destacou que as recomendações de adoção de tarifas de 25% e de 12,5%, anunciadas pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos, o USTR, exigem a intensificação das negociações.

As tratativas ainda estão dentro do prazo de 30 dias dado pelos presidentes Lula e Donald Trump durante a visita do mandatário brasileiro a Washington, nos Estados Unidos.

Tarifa de 25% mira comércio digital e etanol

Na noite de segunda-feira (1º), o USTR propôs a aplicação de uma tarifa de 25% sobre todas as importações do Brasil. A medida mira temas como comércio digital, etanol, propriedade intelectual e desmatamento ilegal.

A proposta foi apresentada em documento divulgado no final da noite e prevê exceções para mercadorias enquadradas como sujeitas às chamadas tarifas de segurança nacional. O governo de Donald Trump ainda realizará consultas públicas e audiências antes de adotar qualquer sanção definitiva contra o Brasil.

Nova análise prevê tarifa de 12,5%

Entre a noite de terça-feira (2) e a madrugada desta quarta-feira (3), o USTR publicou uma nova análise que também envolve o Brasil. O documento integra a investigação sobre o suposto uso de trabalho forçado por 59 países e pela União Europeia.

Nesse caso, a tarifa prevista será de 12,5%. As medidas, no entanto, ainda dependem do avanço do processo interno nos Estados Unidos e das negociações entre os dois governos.

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