Romário rompe com posição do PL e declara voto a favor da PEC que acaba com a escala 6x1
Senador retirou assinatura de proposta alternativa apresentada por Rogério Marinho e afirmou que medida foi vista como prejudicial aos trabalhadores
247 - O senador Romário (PL-RJ) anunciou nesta quarta-feira (3) que votará a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê o fim da escala de trabalho 6x1. A posição diverge da estratégia adotada por integrantes do Partido Liberal, que têm apoiado uma proposta alternativa apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN). As informações são do jornal O Globo.
A medida de Marinho propõe permitir ao trabalhador optar entre o regime tradicional previsto na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) e um modelo baseado no total de horas trabalhadas. Romário havia assinado inicialmente o texto alternativo, mas solicitou a retirada de seu nome da proposta por meio de um ofício encaminhado ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP).
No documento, o parlamentar justificou a decisão. "Diante das dúvidas e interpretações geradas em relação à PEC nº 12/2026, entendo ser necessário retirar minha assinatura da proposta, a fim de reafirmar a coerência do posicionamento que venho sustentando perante a população brasileira e de preservar o amplo debate sobre medidas que efetivamente contribuam para a melhoria da qualidade de vida dos trabalhadores", declarou.
Em publicação nas redes sociais, Romário afirmou que passou a apoiar a PEC em discussão no Senado e explicou o motivo da mudança de posição. "Depois de analisar melhor a proposta, entendi que muita gente viu o texto como algo prejudicial ao trabalhador brasileiro, e, se o povo entende assim, não faz sentido eu continuar nela", disse.
A manifestação ocorreu após cobranças públicas de defensores do fim da escala 6x1. Entre eles está o vereador do Rio de Janeiro Rick Azevedo, que questionou ao longo do dia o posicionamento do senador sobre o tema.
A discussão sobre a jornada de trabalho também provocou movimentações dentro da bancada bolsonarista na Câmara dos Deputados. Segundo apurações, parlamentares do grupo precisaram rever sua estratégia e anunciar apoio ao projeto na semana passada.



