Roraima tem reajuste médio de 24% na conta de luz após ligação ao SIN
Aumento aprovado pela ANEEL reflete novos encargos e custos setoriais com a integração ao sistema elétrico nacional
247 - A conta de energia elétrica dos consumidores de Roraima terá aumento significativo a partir do novo ciclo tarifário aprovado nesta terça-feira (20). A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou um reajuste médio de 24,13% nas tarifas da Roraima Energia, percentual diretamente associado à interligação do estado ao Sistema Interligado Nacional (SIN).
O impacto do reajuste varia conforme o nível de tensão do atendimento. Para os consumidores conectados em alta tensão, o aumento médio aprovado foi de 28,93%. Já os usuários atendidos em baixa tensão terão reajuste de 22,9% nas contas de luz.
Segundo a ANEEL, a elevação tarifária decorre da inclusão de novas despesas que passaram a integrar a estrutura de custos da distribuidora após a conexão ao SIN. Um dos principais fatores que pressionaram o reajuste foi o risco hidrológico, mecanismo relacionado à cobertura de riscos das usinas hidrelétricas que operam com contratos de cotas de garantia física, incluindo Itaipu e empreendimentos do ambiente regulado.
Com a interligação, a distribuidora passou a recolher recursos destinados à cobertura desses riscos, o que não ocorria enquanto o estado operava de forma isolada do sistema nacional. A mudança alterou de forma substancial a composição da tarifa aplicada aos consumidores locais.
Também contribuíram para o aumento o crescimento da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE) e a inclusão de encargos setoriais que passaram a ser cobrados com a integração ao SIN. Entre eles estão os Encargos de Serviço do Sistema (ESS), o Encargo de Energia de Reserva (EER) e o Encargo de Potência para Reserva de Capacidade (Ercap), todos vinculados à operação, ao equilíbrio e à segurança do sistema elétrico brasileiro.
A decisão consolida os efeitos econômicos da integração de Roraima ao sistema nacional de energia, encerrando o modelo de geração e atendimento isolados, mas transferindo aos consumidores do estado os custos associados às regras e aos encargos do setor elétrico interligado.


