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Síndico acusado de matar corretora já tinha antecedente criminal; saiba qual

De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Cleber foi preso em flagrante em junho de 2022

Ele disse que agiu sozinho e que, após o crime, colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio (Foto: TV Globo/ Reprodução)

247 - A prisão de Cleber Rosa de Oliveira, de 49 anos, síndico que confessou o assassinato da corretora Daiane Alves Souza, de 43, em Caldas Novas (GO), revelou que ele já havia passado anteriormente pelo sistema policial. O caso mais recente, tratado como homicídio pela Polícia Civil, trouxe à tona um histórico criminal que inclui uma detenção ocorrida anos antes, relacionada a outro tipo de infração, informa o Metrópoles.

De acordo com dados do Tribunal de Justiça de Goiás (TJGO), Cleber foi preso em flagrante em junho de 2022 por adulterar a placa de um veículo. Na ocasião, ele foi abordado pela Polícia Militar e admitiu ter utilizado fita isolante para modificar os caracteres da placa, com o objetivo de evitar multas. Após o pagamento de fiança no valor de R$ 1,2 mil, o síndico foi liberado, e o processo acabou arquivado em maio de 2025.

Anos depois, Cleber voltou a ser detido, desta vez acusado de um crime muito mais grave. Ele confessou à Polícia Civil ter matado Daiane Alves Souza, corretora que estava desaparecida desde 17 de dezembro do ano passado. Segundo as investigações, foi o próprio síndico quem conduziu os policiais até uma área de mata onde havia deixado o corpo da vítima. O cadáver foi encontrado em avançado estado de decomposição.

Em depoimento, Cleber afirmou que o crime ocorreu após uma discussão no subsolo do prédio onde ambos estavam, no mesmo dia em que Daiane foi vista pela última vez. Ele declarou que agiu sozinho e que, após o homicídio, colocou o corpo na carroceria de sua picape antes de deixar o condomínio. Essa versão, no entanto, entrou em contradição com o primeiro relato apresentado à polícia, quando ele afirmou não ter saído do prédio naquela noite.

A apuração policial analisou imagens de câmeras de segurança que mostram Cleber deixando o condomínio por volta das 20h do dia do desaparecimento, dirigindo a picape. As gravações também registraram Daiane descendo ao subsolo após relatar ao porteiro um problema de queda de energia em seu apartamento. Há um intervalo de cerca de dois minutos nas imagens justamente no momento em que ela retorna ao subsolo, e não existem registros que mostrem a corretora deixando o edifício ou voltando para o imóvel.

Outro elemento considerado relevante pelos investigadores é o fato de Daiane ter o hábito de gravar vídeos de seus deslocamentos e enviá-los a uma amiga. Um desses registros, feito no subsolo do prédio, nunca foi localizado. No dia do desaparecimento, a corretora vestia roupas simples, deixou a porta do apartamento destrancada e não levou pertences pessoais.

Daiane tinha uma viagem programada para Uberlândia (MG) durante o período do Natal, mas não embarcou nem entrou em contato com familiares após a manhã do desaparecimento. Diante da ausência de informações e dos indícios reunidos ao longo das investigações, o caso passou a ser oficialmente tratado como homicídio. As prisões ocorreram após depoimentos, análises técnicas e o cruzamento de dados realizados por uma força-tarefa da Polícia Civil de Goiás.

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