STF lança documentário sobre atuação de servidores no 8 de janeiro
Produção da TV Justiça reúne relatos de trabalhadores e imagens inéditas dos ataques à Corte
247 - O Supremo Tribunal Federal lançou, na quinta-feira (8), o documentário 8 de janeiro: Mãos da Reconstrução, que revisita os ataques golpistas de 2023 ao edifício-sede da Corte a partir da perspectiva de quem manteve o funcionamento da instituição em meio à destruição. A produção apresenta o cotidiano de servidores e colaboradores que estavam de plantão no dia da invasão e nos dias seguintes, quando parte do prédio precisou passar por um processo emergencial de reconstrução.
Segundo informou o portal oficial de notícias do STF, a obra foi produzida pela TV Justiça e integra a programação especial do evento “8 de janeiro: um dia para não esquecer”, organizado para marcar os três anos dos ataques. O documentário tem duração de 26 minutos e recompõe, de forma cronológica, a invasão e a depredação do prédio, utilizando imagens captadas pelas câmeras de segurança do Tribunal.
O filme detalha a entrada dos invasores, os danos causados às instalações e a reação imediata dos trabalhadores que atuaram para conter prejuízos maiores. Os depoimentos reunidos são de profissionais de diferentes áreas que compõem a rotina do STF e que, naquele domingo, viram o local de trabalho se transformar em um cenário de devastação.
Entre os participantes estão o agente de polícia judicial Rogério Viana; a restauradora Laís Bezerra; o restaurador Gustavo Santos; a bombeira civil Luciane Oliveira; a vigilante Maria Guiomar Silva; e o agente de segurança Emerson Freitas, da Central de Monitoramento do Tribunal. O documentário também traz relatos dos radialistas Iresvelt de Jesus e Roberto da Glória; de Diego Santos, integrante da equipe de limpeza e conservação; e de Agostinho Braga Júnior, da Secretaria de Administração de Serviços e Gestão Predial.
Vindos de diferentes regiões do país, esses profissionais compõem um retrato coletivo dos trabalhadores responsáveis pelo funcionamento cotidiano da Corte. A narrativa evidencia como, diante da violência dos ataques, servidores de múltiplos setores atuaram de forma coordenada para restabelecer condições mínimas de trabalho.
A produção também ressalta o papel institucional da então presidente do STF, ministra Rosa Weber, hoje aposentada, na articulação das ações que permitiram a rápida recuperação do edifício. Sob sua coordenação, equipes técnicas e administrativas trabalharam de forma integrada para que a abertura do Ano Judiciário fosse realizada no Plenário reconstruído apenas 24 dias após os ataques, em quarta-feira (1º), garantindo a continuidade das atividades do Supremo.



