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Valdemar minimiza crise entre Michelle e Flávio Bolsonaro no PL: 'vamos ter paciência'

Presidente do partido diz que atrito familiar não deve afetar pré-campanha do senador à Presidência

Presidente nacional do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto (Foto: Marcello Casal Jr / Agência Brasil)
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247 - O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, tentou reduzir o peso político do novo atrito público envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como presidenciável do partido. O episódio ganhou força nesta quarta-feira (24), após Michelle divulgar vídeos nas redes sociais nos quais relata desconforto com o enteado e afirma ter se sentido “traída” e “apunhalada”.

As informações são da coluna de Igor Gadelha, no Metrópoles. Questionado sobre os possíveis impactos da crise na pré-campanha presidencial de Flávio Bolsonaro, Valdemar afirmou, por mensagem de texto enviada dos Estados Unidos, onde acompanha a Copa, que o episódio não deve prejudicar o senador.

“Não (vai prejudicar Flávio). Vamos ter paciência, vamos resolver”, disse Valdemar à coluna.

A manifestação do dirigente ocorre em meio a uma exposição incomum de divergências internas no entorno político de Jair Bolsonaro. Michelle Bolsonaro tornou público o mal-estar ao comentar uma ligação que teria recebido de Flávio depois de ela criticar a aliança do PL com Ciro Gomes (PSDB) no Ceará.

Segundo a ex-primeira-dama, o senador a teria tratado de forma dura e questionado sua participação nas decisões partidárias. No vídeo, Michelle afirmou que Flávio sugeriu que ela se afastasse das discussões internas do PL.

“Ele disse que seria melhor eu ficar fora das decisões do partido. Disse que eu havia chegado ontem e não entendia nada de política. Diante dessa humilhação, eu disse a ele que estava tudo bem. Entendi que ele não queria o meu apoio ou que este era insignificante. E então eu me recolhi. Fiquei na minha e assim permaneço”, declarou Michelle.

O atrito expõe uma disputa de espaço político dentro do bolsonarismo em um momento de reorganização do campo conservador para a corrida presidencial. Michelle tem ampliado sua presença em agendas partidárias e se consolidado como uma das principais vozes públicas do PL, enquanto Flávio Bolsonaro aparece como um dos nomes cotados para representar o grupo na eleição presidencial.

Apesar do desgaste provocado pela fala da ex-primeira-dama, Valdemar adotou tom conciliador e indicou que a cúpula do partido pretende administrar o conflito internamente. A declaração do presidente do PL busca conter a leitura de que a crise familiar possa afetar a construção política em torno da candidatura de Flávio.

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