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Vídeo no celular revela ataque de síndico contra corretora em GO; assista

Imagens recuperadas mostram momento em que Daiane é surpreendida no subsolo do prédio em Caldas Novas. Crime foi classificado como premeditado

Corpo de corretora estava em área de mata na cidade de Caldas Novas, segundo a polícia (Foto: Reprodução)

247 - A Polícia Civil de Goiás (PCGO) informou que a corretora Daiane Alves Souza, de 43 anos, foi assassinada em um crime considerado premeditado e por motivo torpe, após ser atacada no subsolo do prédio onde morava, em Caldas Novas (GO). Vídeos recuperados do celular da vítima registraram o momento em que ela encontrou o síndico do condomínio instantes antes da agressão, informa o Metrópoles.

De acordo com a corporação, Daiane havia descido para verificar uma queda de energia elétrica em seu apartamento quando começou a gravar vídeos e enviá-los a uma amiga. Um terceiro registro, interrompido abruptamente, captou a dinâmica do ataque. Para os investigadores, as imagens reforçam a tese de que o crime foi planejado.

Imagens mostram síndico com luvas no subsolo do condomínio

Segundo a Polícia Civil, o vídeo mostra Daiane saindo do elevador com o celular em mãos e encontrando o síndico Cleber Rosa no subsolo. Ele aparece utilizando luvas, próximo aos quadros de energia do prédio.

As imagens indicam ainda que o carro do suspeito estava estacionado na vaga mais próxima da área técnica e já com a capota aberta. Conforme a investigação, o síndico atacou a corretora por trás e estaria encapuzado no momento da agressão. O vídeo foi interrompido durante o ataque.

O celular da vítima foi localizado posteriormente na tubulação de esgoto do prédio, o que, segundo a polícia, aponta para tentativa de ocultação de provas.

Desaparecimento após ida ao subsolo levanta suspeitas

O desaparecimento ocorreu em 17 de dezembro, quando Daiane desceu ao subsolo para verificar o motivo da falta de energia em seu imóvel. Câmeras de segurança registraram a corretora entrando no elevador, passando pela portaria e conversando com o recepcionista sobre o problema.

Em seguida, ela retornou ao elevador e desceu novamente. Não há imagens dela deixando o prédio ou voltando ao apartamento, segundo a família, o que intensificou as suspeitas.

Durante o trajeto, Daiane enviou vídeos a uma amiga mostrando o apartamento sem energia e o caminho que fazia até o elevador.

Conflito entre vítima e síndico vinha desde 2024

As investigações apontam que Daiane e o síndico trocavam denúncias desde 2024, o que resultou em uma série de registros formais. A relação teria se deteriorado ao longo do tempo.

Natural de Uberlândia (MG), Daiane morava havia dois anos em Caldas Novas e administrava seis apartamentos da família no condomínio.

Mãe estranhou ausência e registrou ocorrência

A mãe da corretora tinha encontro marcado com a filha em 18 de dezembro, para tratar das locações de fim de ano. Ao chegar ao local, não a encontrou. Um boletim de ocorrência foi registrado naquela noite.

Segundo familiares, a porta do apartamento apareceu aberta nos vídeos enviados por Daiane, indicando que ela pretendia retornar rapidamente. Porém, quando a família chegou ao imóvel, a porta estava trancada.

A polícia quebrou o sigilo bancário da vítima e constatou que não houve movimentação financeira após o desaparecimento. Também foram realizadas buscas nas imediações do prédio, mas o celular não voltou a emitir sinal.

Corpo encontrado 43 dias depois. Síndico confessou o crime

O corpo de Daiane foi localizado em 28 de janeiro, 43 dias após o desaparecimento, em uma área de mata em Caldas Novas. O cadáver estava em estado avançado de decomposição.

O síndico confessou o assassinato e, segundo a investigação, foi ele quem levou os policiais até o local onde havia deixado o corpo. Em depoimento, relatou que matou a corretora após uma discussão no subsolo do prédio, no dia 17 de dezembro, e afirmou que agiu sozinho. Também declarou que colocou o corpo na carroceria de sua picape e deixou o condomínio.

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