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Zema diz que levará candidatura “até o final”, mesmo em caso de convite para ser vice de Flávio Bolsonaro

Ex-governador de Minas Gerais alfinetou Flávio e Caiado, afirmando se diferenciar deles por não ter familiares na política

Romeu Zema (Foto: Dirceu Aurélio / Imprensa MG )

247 - O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) afirmou nesta quinta-feira (16) que manterá sua pré-candidatura à Presidência até o fim, mesmo em caso de convite para compor chapa como vice de Flávio Bolsonaro (PL). Segundo ele, sua primeira medida caso chegue ao Palácio do Planalto será uma reforma no Supremo Tribunal Federal (STF), informa a Folha de São Paulo.

“Vou levar a minha pré-candidatura e candidatura até o final”, disse Zema durante a apresentação das diretrizes de seu plano de governo em um restaurante no bairro de Pinheiros, na zona oeste de São Paulo (SP). Ele afirmou ter recebido sinais positivos do ex-mandatário Jair Bolsonaro (PL) em relação ao seu projeto eleitoral.

Zema também fez críticas a outros nomes da direita, como Flávio Bolsonaro e o governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), dizendo se diferenciar por não ter familiares na política e por sua atuação no governo mineiro. O ex-governador declarou ainda que sua gestão em Minas teria “consertado as barbaridades do PT”, em referência ao ex-governador Fernando Pimentel.

Zema tem enfrentado dificuldades nas pesquisas de intenção de voto. No levantamento mais recente do Datafolha, ele aparece com 4%, tecnicamente empatado com outros pré-candidatos.

 STF e anistia 

Durante o evento, Zema afirmou que sua primeira medida de governo seria propor mudanças profundas no Supremo Tribunal Federal. “Minha primeira medida será propor ao Congresso um novo Supremo. Um Supremo em que seus membros prestem contas de seus atos, e que parentes de ministros não possam ter negócios jurídicos. Um Supremo com idade mínima de 60 anos e duração de 15 anos [de mandato]”, anunciou.

A proposta, segundo ele, surge em meio a discussões sobre o funcionamento da Corte. O plano apresentado também prevê o fim de supostas decisões monocráticas, restrição do foro especial, mudanças em indicações para tribunais de contas e o fim de benefícios salariais adicionais. Zema afirmou ainda que pretende defender a anistia a Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado, e aos envolvidos nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro.

Segurança pública e economia 

No evento, o presidenciável também apresentou propostas para segurança pública, incluindo a classificação de facções criminosas como organizações terroristas, o fim das saídas temporárias de presos e a redução da maioridade penal.

Na economia, defendeu a possibilidade de privatização da Petrobras e sugeriu flexibilizações na CLT com remuneração vinculada ao desempenho, afirmando que não se trata de uma reforma trabalhista, mas de um “complemento”.

O encontro contou com a participação de parlamentares do Novo e de ex-integrantes da equipe econômica do governo Jair Bolsonaro, como o ex-secretário de Produtividade Carlos da Costa e o ex-secretário de Desestatização Salim Mattar.

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