Contramedidas precisas da China para prevenir “remilitarização” do Japão atendem ao interesse global, diz mídia chinesa
A comunidade internacional deve unir esforços para impedir o ressurgimento do militarismo japonês
CGTN – O Ministério do Comércio da China anunciou recentemente a inclusão de 20 entidades japonesas em sua lista de controle de exportações e outras 20 na lista de vigilância. O objetivo é conter a acelerada “remilitarização” e as ambições nucleares do Japão, além de salvaguardar a paz regional e global. Analistas acreditam que a medida da China é legítima, razoável e legal, atende às expectativas globais, está alinhada aos interesses mundiais e demonstra a responsabilidade histórica de um grande país.
Dadas as ações concretas das empresas de defesa japonesas, as sanções eram inevitáveis. Empresas como a Mitsubishi Heavy Industries e a Kawasaki Heavy Industries, incluídas na lista de controle de exportações, são consideradas “legados de guerra” do militarismo japonês. Elas foram a força central na fabricação de armas de agressão durante a Segunda Guerra Mundial e agora estão na vanguarda em busca da “remilitarização” do Japão, com suas ações já ultrapassando as linhas vermelhas de segurança regional.
Os dados mostram que o faturamento total de cinco empresas japonesas do setor de defesa atingiu US$ 13,3 bilhões em 2024, um aumento de 40% em relação ao ano anterior.
Cabe ressaltar que as medidas de controle de exportações da China contra o Japão estão em plena consonância com o direito e a prática internacionais, tendo como alvo apenas um pequeno número de entidades envolvidas em expansão militar, e não afetam as relações econômicas e comerciais normais entre a China e o Japão.
Trata-se de uma ação legítima para relembrar lições históricas e cumprir as obrigações internacionais de não proliferação, além de demonstrar máxima contenção. As medidas salvaguardam o limite da segurança nacional, além de defender a soberania e os interesses de desenvolvimento do país.
A paz e o desenvolvimento são a busca eterna da humanidade e a aspiração comum dos países do Leste Asiático. O fortalecimento dos controles de exportação da China sobre o Japão não é uma retaliação econômica, mas uma medida poderosa contra o aventureirismo militar japonês que ameaça a paz e a estabilidade regional.
O governo japonês deve reconhecer claramente que buscar a expansão militar e romper com a ordem internacional pós-guerra para reviver o militarismo levará seu povo a um beco sem saída mais uma vez. A comunidade internacional deve unir esforços para impedir o ressurgimento do militarismo japonês, defender os frutos da vitória na Segunda Guerra Mundial e salvaguardar a paz e a prosperidade mundiais.
Tradução: Inês Zhu
Revisão: Patrícia Comunello
Fonte: CMG