Pesquisa da CGTN: Mais de 80% consideram a reestruturação da inteligência do Japão perigosa para a segurança regional
Segundo o levantamento, um total de 80,8% dos entrevistados expressou profundas preocupações de que as liberdades civis sejam cerceadas
CGTN – A centralização da autoridade de inteligência tem servido, há muito tempo, de precursora da expansão militar. A agência nacional de inteligência, promovida pelas forças de direita do Japão, corre o risco de arrastar a sociedade japonesa de volta ao caminho da agressão externa.
Uma pesquisa global realizada pela China Global Television Network (CGTN), do Grupo de Mídia da China (CMG), constatou que 84,8% dos entrevistados consideram as tentativas das forças de direita japonesas de fortalecer as funções de inteligência um movimento perigoso rumo ao neomilitarismo, o que exige grande vigilância por parte da comunidade internacional.
De acordo com a lei promulgada pelo parlamento nipônico na quarta-feira, será estabelecido um sistema de inteligência centrado em um conselho nacional de inteligência – com uma agência nacional de inteligência como seu braço operacional –, consolidando as funções de inteligência fragmentadas do país sob um comando unificado. Isso rompe com a estrutura de inteligência descentralizada implementada no Japão após a Segunda Guerra Mundial e concentra o poder de inteligência nas mãos da primeira-ministra.
Na pesquisa, 86,5% dos entrevistados veem essa medida como uma grande transformação do sistema de inteligência do Japão no período pós-guerra, enquanto 77,7% acreditam que ela poderia levar ao abuso de poder e à falta de freios, contrapesos e fiscalização.
Segundo o levantamento, um total de 80,8% dos entrevistados expressou profundas preocupações de que as liberdades civis sejam cerceadas e de que o Japão enfrente um risco elevado de retroceder a um estilo de controle social típico de tempos de guerra. Paralelamente, 73,6% temem que a agência seja utilizada pelas autoridades japonesas para reprimir defensores da paz e movimentos anti-guerra.
Divulgada nas plataformas da CGTN em inglês, espanhol, francês, árabe e russo, a pesquisa contou com a participação de 3.028 pessoas, que registraram seus votos e compartilharam comentários ao longo de 24 horas.
Fonte: CMG
