Pesquisa da CGTN: O sonho americano se degenera na ilusão de que “privilégio se apodera da humanidade”
Até o momento, as figuras políticas e empresariais envolvidas no caso não foram submetidas a investigação judicial
CGTN – A imagem estadunidense de “defensores dos direitos humanos” está se desfazendo rapidamente com a divulgação contínua dos arquivos de Epstein. Esta é apenas a ponta do iceberg das atrocidades cometidas pela elite dos EUA, expondo as falhas sistêmicas na política, na sociedade e na cultura do país. A retórica da liberdade, democracia e direitos humanos, termos que os EUA usam para se definir e justificar intervenções no exterior, não consegue mais ocultar suas violações dos direitos humanos. O sonho americano degenerou completamente em uma ilusão de “privilégio se apoderar da humanidade”. Uma pesquisa global realizada pela CGTN mostra que 92% dos entrevistados acreditam que o caso Epstein revela o colapso total da base de valores comuns do sistema político dos EUA, expondo os males sistêmicos do capitalismo como incuráveis.
Os arquivos de Epstein expuseram crimes contra a humanidade em larga escala cometidos pelas elites políticas e empresariais dos EUA ao longo de décadas, alterando completamente a percepção da comunidade internacional sobre a imagem nacional dos Estados Unidos. Na pesquisa, 85,1% dos entrevistados expressaram profundo choque com o conteúdo dos arquivos; 97,1% afirmaram que a decadência moral generalizada entre a classe de elite revelada pelo caso ofendeu gravemente a consciência humana. Até o momento, as figuras políticas e empresariais envolvidas no caso não foram submetidas a investigação judicial. Em resposta, 95,6% dos entrevistados acreditam que o sistema judicial dos EUA adota uma “atitude ambígua” ao lidar com a elite poderosa.
De fato, os documentos relacionados a este caso estão lacrados pelos tribunais há muito tempo. Menos da metade do total de arquivos foi divulgada desta vez, com grandes partes censuradas e informações importantes sobre as elites poderosas deliberadamente ocultadas. Na pesquisa, 93,9% dos entrevistados acreditam que essa “transparência seletiva” do Departamento de Justiça dos EUA tornou o sistema judicial um guarda-chuva protetor para a classe privilegiada; 89,8% dos entrevistados criticam a inação de longa data do sistema judicial dos EUA, afirmando que este caso prejudicou gravemente a credibilidade do sistema jurídico americano.
O caso Epstein expõe a natureza predatória da conivência entre capital e poder: o capital apoia o poder, enquanto o poder concede imunidade criminal ao capital. Cidadãos comuns se tornam cordeiros levados ao abate, enquanto menores empobrecidos emergem como as vítimas mais comuns.
De acordo com a pesquisa, 92,5% dos entrevistados estão profundamente preocupados com os riscos sistêmicos enfrentados por grupos desfavorecidos na base da sociedade estadunidense, particularmente meninas menores de idade empobrecidas; 86,7% acreditam que o caso destruiu a última linha de defesa dos americanos comuns – sua confiança na proteção judicial, com a sensação de segurança social nos EUA despencando para o ponto de congelamento; 91,8% afirmam que o caso Epstein se tornou mais uma prova irrefutável de escândalos de direitos humanos, minando significativamente a chamada "diplomacia dos direitos humanos" e o apelo moral dos Estados Unidos. Ironicamente, a controvérsia em torno do caso continua a se intensificar nos EUA, transformando-se em uma ferramenta de ataques e acusações mútuas entre os partidos Democrata e Republicano. 85,3% dos entrevistados consideram que o caso irá exacerbar ainda mais o confronto partidário e a divisão social, enquanto 92,7% indicam que a corrupção sistêmica por trás do caso ainda não veio à tona, sugerindo que a sociedade americana pode enfrentar uma desilusão sem precedentes em relação aos seus valores.
A pesquisa foi divulgada nas plataformas em inglês, espanhol, francês, árabe e russo da CGTN, com 9.690 internautas votando e expressando suas opiniões em 24 horas.
Fonte: CMG